Joss Stone esbanja charme no palco Sunset do Rock in Rio

Cantora britânica mostrou sua black music do túnel do tempo para plateia de fãs

Marco Tomazzoni, enviado ao Rio de Janeiro |

O palco Sunset se mostrou pequeno para Joss Stone. A cantora britânica entrou em cena exatamente quando o sol caía no horizonte, daí o nome do palco secundário do Rock in Rio fez bastante sentido.

Descalça e com um vestido roxo que lhe cobria o corpo, foi recebida com aplausos fervorosos e balões da mesma cor de sua roupa. Mas não eram só eles que estavam atentos: o festival se esvaziou para vê-la emular a música negra dos anos setenta.

Em sintonia, portanto, com a programação que tem Stevie Wonder como principal nome. "Vocês sabiam que o Stevie Wonder vai tocar hoje?", perguntou a moça no microfone, "que excitante!". E mandou ver na sua mistura de soul music e funk, com uma pitadinha de r&b contemporâneo.

Só sorrisos e simpatia, Joss jogava charme o tempo inteiro, seja com seu sotaque britânico, seja fingindo surpresa com a recepção. "Vocês são incríveis", repetia. Abriu o show com a balançante "You Had Me", mas preferiu depois preferiu privilegiar músicas de seu novo disco, "LP1", seu quinto trabalho, aos 24 anos, o primeiro longe de uma grande gravadora.

A temperatura, naturalmente, diminuiu. Se "Karma", "Landlord" e "Newborn", entre outras, provam ter parentesco com outro estilo, o blues, mesmo assim a banda - metais, teclado, guitarra, bateria - tratou de manter os pés no passado, com muito suingue.

Stone continua aquele famoso (e curioso) híbrido de Janis Joplin, Diana Ross, Gladys Knight e até um pouquinho de Nina Simone, voz grave, potente e maleável. Se não precisava fazer muito para arrancar gritos dos fãs no garjarejo, ela conquistou mesmo a turma do fundão em dois momentos, com o hit "Super Duper Love" - num arranjo funkeado, distante do pop que o consagrou nas rádios - e "Tell Me What We're Gonna do Now", citando "Good Lovin" de Bob Marley.

O único porém foi o volume. Distantes da qualidade do palco Mundo, as caixas de som do Sunset não oferecem muito a quem não esteja no meio, e de frente. Mesmo sem vento, as músicas se perdiam pela Cidade do Rock. 

Acesse o especial Rock in Rio

    Leia tudo sobre: Rock in Riomúsica

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG