Grupo de 200 pessoas tenta invadir Rock in Rio no domingo

Batalhão de Choque da Polícia usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar multidão. Uso de violência não está descartado

Marco Tomazzoni, enviado ao Rio de Janeiro |

Um grupo de 200 pessoas tentou invadir na noite deste domingo (2) o Rock in Rio . O incidente começou logo depois que o grupo americano de rock pesado System of a Down subiu ao palco. A Polícia Militar disparou bombas de gás lacrimogêneo e chamou a cavalaria para dispersar a multidão. Quem estava passando pela Rock Street no momento sofreu os efeitos da arma e ficou com os olhos ardendo.

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Vivian Fernandez
Policiamento na entrada da Cidade do Rock na noite de domingo: tensão e agentes a postos
A fama do Guns N' Roses e os ingressos esgotados há meses levaram centenas de pessoas para a frente da Cidade do Rock na esperança de conseguir uma entrada de última fora para o último dia do Rock in Rio. Houve até gente envolvida num esquema para compra de credenciais de funcionários terceirizados.

A primeira tentativa de invasão, durante o show do Detonautas , foi contornada com uma bomba de efeito moral, que afugentou três homens envolvidos. Um deles foi capturado, algemado e levado para a delegacia pelos policiais.

Na outra, o Batalhão de Choque da Polícia Militar usou spray de pimenta para dispersar os invasores. De acordo com o sargento Carlos Marcelo, cerca de 15 fãs forçaram a entrada. Eles se penduraram e balançaram as grades da primeira barreira da Cidade do Rock.

Responsável pela Guarda Municipal no evento, o coronel Lima Castro confirmou ao iG que depois das primeiras tentativas, fãs sem ingresso se reuniram num grupo de 200 pessoas e forçaram a entrada especial para portadores de deficiência. Sem sucesso, voltaram-se para um outro portão, próximo ao estacionamento e ao posto policial.

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Lima Castro afirmou que a situação já era esperada. "Estávamos prevendo isso. Quem não entrar agora, só daqui a dois anos. É o último dia do evento, acham que vão conseguir no desespero." Por conta disso, a avenida Salvador Allende foi separada com barreiras para evitar que os sem ingresso fiquem próximos os portões.

Segundo o coronel, o efetivo de 500 homens da Guarda Municipal já vestiu escudos e esta a postos para evitar novas ações. O uso de violência não está descartado. "Se eles tentarem nos agredir, vou autorizar que minha tropa aja da mesma forma." A Polícia Militar tem à disposição o mesmo número de agentes.

O funcionário público Leandro Assis, 35 anos, estava no banheiro na entrada da Rock Street , próximo à rua, quando as bombas de gás lacrimogêneo foram disparadas. "Meus olhos estão ardendo muito", disse, esfregando os olhos.

Os amigos Rafael Maia 25, e Nisley Soares, 22, entravam no banheiro quando ouviram cinco estouros do lado de fora da Cidade do Rock e também foram vítima do efeito do gás, espalhado pelo vento.

Conforme a assessoria de imprensa do Rock in Rio, o evento registrou outras tentativas de invasão nos dias anteriores, individuais, todas coibidas pela segurança. Câmeras infravermelhas ajudam a vigilância dos portões.

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