Com berros, cuspes e palavrões, cantora faz apresentação com tom dançante no Rock in Rio

O que é Ke$ha? Difícil explicar em uma só definição. Ela mira na Madonna, mas consegue a proeza de não chegar nem perto da tresloucada Britney Spears. Com rosto coberto de purpurina, a loura subiu ao palco principal do Rock in Rio , na noite desta quinta-feira (29), disposta a se apresentar ao público carioca pela primeira vez – um dia antes ela tocou em São Paulo.

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O rosto pintado parecia inspirado naqueles dubladores do extinto programa “Qual é a música?”, do Silvio Santos. Tendo um descarado playback ao fundo, Ke$ha soltou grunhidos e gritos nas primeiras três músicas. Resultado: chegou na quarta letra sem fôlego, ofegante, tal qual a Rihanna , na semana passada, no mesmo palco.

Os bailarinos, de tanguinha, completaram o visual patético de abertura. Vestida com a bandeira dos Estados Unidos puída, de meia-arrastão, calcinha preta e batom azul, Ke$ha falou 85 vezes (ou por volta disso) a palavra “Rio”, ora acompanhada de “amo vocês”, ora de “que lindo”. Difícil mesmo foi contabilizar a quantidade de palavrões que a loura proferiu em uma hora e meia de show.

Show de Ke$ha afugenta público para Rock Street

Ke$ha faz a linha “quero ser garota má” forçadamente. Pior, descaradamente. Quebra a guitarra no chão ao final da terceira música, vai aos pés do guitarrista descamisado abusar das poses e caras sensuais, bebe cerveja no gargalo e cospe tudo em seguida. Não convence como atriz de microfone em punho, menos ainda como roqueira rebelde. Mas o público gosta do que vê. Suas músicas são todas no mesmo tom, para cima, animadíssimas. Com destaque para “Glitter” e “Tik Tok”, que encerram a apresentação.

Show de Ke$ha afugenta público para Rock Street

Quando canta “Canibal”, Ke$ha bebe algo como se fosse sangue de um coração. Fica com o rosto e o pescoço sujos de vermelho. Bebe mais cerveja. E cospe. Cerveja e palavrões.

Ao pegar uma guitarra parecida com um fuzil, faz mais cena. Metralha papel picado em direção ao público, que dança freneticamente, sem se importar com as sandices da americana que tenta, a todo custo, convencer que está encapetada. “Estou muito, muito bêbada”, berra ela. E se joga no chão, se contorce, treme toda. Joga as baquetas da bateria à plateia. “Esta é até o momento a melhor noite da minha vida”, grita.

Os dançarinos se superam. Agora vestidos de mulher, com minissaia e miniblusa. Ke$ha mostra que não tem limites para seus devaneios. Troca de roupa apenas uma vez, em um rápido intervalo, aparecendo de maiô preto e prateado, com desenhos de ossos. Dança “Dino” cercada de cabeças de dinossauros. O pessoal do Slipknot podia emprestar umas máscaras mais divertidas para o seu casting dançante.

Veja abaixo o repertório da apresentação de Ke$ha:

"We R What We R"
"Take it Off"
"Fuck Him"
"Blow"
"Blah Blah Blah"
"Party at a Rich Dude's House"
"Backstabber"
"Canibal"
"Animal"
"YLIMD"
"Dinosaur"
"Glitter"
"Tik Tok"

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