Coldplay salva o sábado no Rock in Rio

Skank e Frejat fizeram bons shows, mas só os ingleses sacudiram o palco Mundo

iG Rio de Janeiro |

"Obrigado por ficarem até o final para ver nosso show", disse o vocalista Chris Martin, logo depois do Coldplay entrar em cena, no último show de sábado (1º) no Rock in Rio . Verdade. A noite foi tortuosa até os britânicos aparecerem. Se Frejat e Skank começaram bem a programação do palco Mundo, Maná e Maroon 5 esfriaram os ânimos. Coube à trupe de Martin e seus fogos de artifício devolverem a relevância ao festival.

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Os britânicos emocionaram o público com uma sequência de hits, mas o ponto fraco da apresentação foi a duração. Com 1h20 de show, o Coldplay foi o "headliner" do Rock in Rio que menos tempo permaneceu no palco principal, apesar de ter sacudido o público com sucessos como "Clocks" e a homenagem a Amy Winehouse , com "Rehab".

Fora a grande atração da noite, o palco Sunset acabou sendo a melhor opção do penúltimo dia do Rock in Rio, que teve forte calor , filas razoáveis nas lanchonetes e nenhuma confusão. Além do Coldplay, a melhor apresentação foi a que se esperava: Erasmo Carlos e Arnaldo Antunes fizeram bonito no “palco B”.

O tremendão de 70 anos, no embalo do espírito de seu último disco, "Sexo", subverteu os hits e tocou “Quero que Tudo Vá para o Inferno” em versão quase heavy metal, só deixando o público perceber do que se tratava no refrão. Arnaldo Antunes chegou a levar, em versão rock, é claro, “Judiaria”, de Lupicínio Rodrigues. O final com “Pode Vir Quente que Estou Fervendo” foi apoteótico.

Bem mais cedo, fizeram bons shows no Sunset o uruguaio Jorge Drexler , acompanhado de Tiê, Cidadão Instigado e Júpiter Maçã e Zeca Baleiro .

No palco principal, Frejat comandou um momento nostalgia, tocando de Barão Vermelho a Legião Urbana , numa série de hits. A opção populista não tinha como dar errado. Já na abertura, com “Exagerado”, fez veteranos do primeiro Rock in Rio suspirarem e quem estava entrando na Cidade do Rock sair correndo em direção ao palco.

O Skank apostou na mesma fórmula, só que usando seus próprios sucessos. Não chegou a desagradar, mas foi um show morno, sem empolgar a plateia, a não ser nos sucessos que invariavelmente fazem as garotas nacionais pularem.

Quanto à organização, o sábado não registrou grandes problemas. A polícia divulgou números consolidados de furtos e extravios no festival, mostrando que o domingo dos metaleiros foi o dia com maior incidência desse tipo de ocorrências .

Em seu primeiro dia no Rock in Rio, o prefeito Eduardo Paes chegou avisando que a cidade inaugurou uma nova forma de realizar grandes eventos. Disse estar provado que, para eventos deste porte, o transporte não pode ser carro e que a Cidade do Rock só será utilizada duas ou trêz vezes por ano .

Neste domingo, nova promessa de ótimas apresentações no palco Sunset, como a parceria entre Mutantes e Tom Zé, que subirão ao tablado juntos. No palco Mundo, as bandas mais aguardadas do dia são System of a Down e Guns’n’Roses, mas ainda haverá Pitty, Evanescence e Detonautas.

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