Barrados no Rock in Rio assistem aos shows do lado de fora

Mesmo sem entrar na Cidade do Rock, fãs de Rihanna e Katy Perry conseguem, de longe, acompanhar as apresentações

Luísa Girão, Valmir Moratelli e Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Vicente Seda
Tatiane, Graziela e Gabriela (dir. para esq.)
Não foram todos os que desejavam comprar ingressos para o Rock in Rio que conseguiram o acesso à Cidade do Rock. Alguns por falta de dinheiro, outros por chegarem tarde demais aos pontos-de-venda, ficaram do lado de fora da grade que cerca a av. Salvador Allende, mas nem isso os impediu de, pelo menos, se sentirem próximos seus grupos preferidos. Os barrados no Rock in Rio, do outro lado da barreira de metal, conseguiram ver e ouvir os astros do festival à distância.

Fãs de Rihanna, Gabriela Fernanda, 20 anos, Graziela Rodrigues, 14, e Tatiane Almeida, 15, não desgrudavam do cercado com vista para o palco Mundo. Estavam empolgadas com o show de abertura do festival (Paralamas do Sucesso, Titãs, Milton Nascimento e participação de Maria Gadú), mas afirmaram que não sairiam dali até a cantora subir no tablado principal do Rock in Rio.

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“Moro em Vargem Grande (bairro próximo à Cidade do Rock), elas duas moram aqui do lado. Adoramos a Rihanna! Se eu tivesse dinheiro, com certeza pagaria para ver o show”, lamentou a estudante Gabriela. “Foram 10 ou 15 minutos andando para chegar aqui, ninguém nos impediu, então viemos. Não saio daqui até ver a Rihanna, pelo menos dá para a gente se iludir”, brincou.

Mas nem só de adolescentes era composto o público da grade. Famílias também pararam para assistir, mesmo de bem longe, os shows do palco Mundo. Foi o caso de Andrei (23), Brenda (15) e Ekratina Rezende (41), além da amiga Ana Cecília Bachur, de 15 anos. “Tentamos, mas não conseguimos comprar ingressos. É muito melhor vir aqui ouvir os shows do que ficar em casa. Não dá para ver muita coisa, mas está divertido, o som está bom. Acho que viremos todos os dias”, disse a mãe de Andrei e Brenda, que seguravam a ansiedade para ver Katy Perry.

Além dos fãs ávidos pelos shows, a área externa do Rock in Rio, mesmo cercada, permitia a presença de diversos ambulantes vendendo material pirata com a marca do festival. A camiseta do evento custava R$ 30, menos do que a metade do preço nas lojas oficiais (de R$ 70 a R$ 85). As capas de chuva também eram artigo fácil no mercado informal, mas as vendas não emplacaram já que, pelo menos até as 21h, nem sinal de água na Cidade do Rock.

Já do lado de dentro do cercado, um guichê oficial do festival chamava a atenção: “Garanta o seu lugar na pré-venda de 2013”. Por R$ 79, os fãs podiam não garantir de fato a presença na próxima edição do festival, anunciada para 2013, mas assegurar prioridade na compra de ingressos do festival.

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