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Ricardo Kotscho entrevista com exclusividade o ministro Franklin Martins

17/06 - 12:02 - Ricardo Kotscho

Levado há 15 meses para o olho do furacão pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o jornalista Franklin Martins, não é pouca coisa.

Ubirajara Dettmar

Neste breve período, tornou-se um dos interlocutores mais freqüentes de Lula. Ao lado da ministra Dilma Rousseff, ele é hoje um homem no Palácio do Planalto de muitos poderes, que vão bem além de cuidar das relações do governo com a imprensa.

Apesar de seu cargo, Franklin não gosta de dar entrevistas, mas abriu um espaço para o iG na sua agenda de quinta-feira passada, dia 12, em meio a mais uma semana agitada, em Brasília, com o caso Varig e a votação da CSS na pauta dos jornais.

Em seu gabinete, no segundo andar do Palácio do Planalto, onde trabalhei nos dois primeiros anos do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ele me concedeu uma entrevista de uma hora e meia, em que falamos do atual momento do governo e dos rumos do País.

Algumas declarações do ministro Franklin Martins:

“O País voltou a confiar em si mesmo. O Brasil voltou a gostar de ser brasileiro”.

“O Brasil era governado para 40, 50 milhões de pessoas. O grande legado do Lula foi criar um processo de inclusão social para que o País se arrume para 200 milhões de pessoas”.

“As relações com a imprensa estavam intoxicadas. Estou satisfeito com os progressos da relação entre governo e imprensa experimentados neste período”.

“O Lula é uma pessoa muito fácil de trabalhar: ele fala o que pensa, ele é leve. Eu acho que ele possui hoje uma percepção muito profissional do papel que a imprensa joga e de qual deve ser o comportamento dele”.

“A imprensa não pode ficar imune às críticas. Ao contrário, para fazer bem o seu trabalho, ela deve ser criticada. Aliás, como qualquer um de nós”.

“A Dilma é a primeira da fila dentro do PT” (sobre a sucessão em 2010).
 
“A oposição não sabe o que dizer e não tem programa. Eu não falo isso com júbilo, falo chateado. Seria ótimo ter uma oposição forte no País”.
 
“O Brasil precisa desesperadamente de uma reforma política”. 

A seguir, a primeira parte da entrevista exclusiva com Franklin Martins, que será publicada aqui no iG, em quatro partes, até sexta-feira. 

Parte 1: imprensa não pode ficar imune às críticas, diz Franklin Martins





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