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Escritor lança Saci para mascote da Copa 2014

08/06 - 12:26 - Ricardo Kotscho

O veterano jornalista e escritor Mouzar Benedito, que acaba de publicar seu mais novo livro (1968, por aí ... Memórias Burlescas da Ditadura), figurinha carimbada dos bares da Vila Madalena, acaba de lançar uma bela idéia: que tal lançarmos já uma campanha para que o mascote da Copa de 2014 no Brasil seja o Saci.

 
"Antes que os marketeiros e lobistas inventem um mascote besta que nem o tal do Cauê, aquele sol esquisito dos Jogos Panamericanos no Rio, precisamos lançar o nosso Saci", justifica o sempre entusiasmado amigo de botecos e redações.

E por que o Saci? Mouzar Benedito pergunta e ele mesmo responde com um monte de argumentos:

• Primeiro, não seria preciso pagar direitos autorais a ninguém. No máximo, o que poderia ser feito é um concurso entre cartunistas para escolher o melhor desenho.

• O Saci é a síntese da formação do povo brasileiro. É o mito mais popular, o único conhecido no Brasil inteiro. É o típico brasileiro: mesmo pelado e deficiente físico, é brincalhão e gozador.

• Como todos os mitos de origem indígena, é defensor do meio ambiente. No início, era um indiozinho protetor da floresta. Tinha duas pernas. Depois foi adotado pelos negros e virou negro. A perda de uma perna tem várias histórias. Uma delas é que ele foi escravizado, ficou preso pela perna, com grilhões e cortou a perna presa. Preferiu ser um perneta livre que escravo com duas pernas. É um libertário, então.

• Dos brancos, ganhou o gorrinho vermelho, presente em vários mitos europeus. O gorrinho vermelho era também usado pelos republicanos, durante a Revolução Francesa. Na Roma antiga, os escravos que se libertavam ganhavam um gorrinho vermelho chamado píleo.

• Já pensou o Saci em camisetas do mundo inteiro? Ele provocaria muito interesse de outros povos para a cultura popular brasileira. Coisa que esses símbolos bestas, como o dos Jogos Panamericanos, não fazem.

Está lançada a campanha, caro Mouzar. Boa sorte para nós e para o Saci!

Quebrei a cara

Perdoai, leitores, reconheço que quebrei a cara com meu intempestivo pedido para o Muricy pedir o boné na semana passada (leia coluna aqui)

Não só apanhei como cachorro sem dono de são-paulinos indignados, como os fatos acabaram provando que eu estava errado. Repórter, como se sabe, pode brigar com todo mundo, menos com os fatos.

E o fato é, que uma semana depois do meu desabafo, ao final daquele melancólico empate de 0 a 0 com o Santos no último domingo, quarto jogo sem vencer e sem jogar bola no Campeonato Brasileiro, o meu São Paulo deu um passeio no Morumbi neste sábado, metendo 5 a 1 no pobre Atlético Mineiro, que não tinha nada com isso.

As 7.609 mil testemunhas que deixaram as arquibancadas do Morumbi tristemente vazias, começaram a gritar o nome do Muricy assim que André Dias marcou o terceiro gol, logo aos 16 minutos do primeiro tempo.

“Durante a comemoração do gol, parte da tímida torcida que compareceu ao Morumbi gritou o nome do técnico Muricy, que vinha recebendo críticas dentro e fora do clube”, escreveu Ricardo Viel na “Folha”, sob o título “São Paulo goleia e festeja seu técnico”. Quer dizer, pelo menos eu não estava sozinho na minha bronca com a teimosia do treinador em manter no time quem não estava jogando nada.

Tudo bem, melhor assim. O meu tricolor volta a respirar no campeonato, saiu da zona de rebaixamento, mas tem um detalhe: Richarlyson, suspenso, depois de ser expulso pela terceira vez este ano, não estava em campo. Vamos ver sábado que vem contra o Flamengo. 





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