11/04 - 08:14 - Ricardo Kotscho
Mereceu quase nenhum espaço na grande mídia a belíssima festa promovida em homenagem ao centenário da Associação Brasileira de Imprensa, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na segunda-feira, dia 7 de abril. Foi uma comemoração sóbria, feita com muita dignidade, com a presença de representantes dos mais diferentes setores da sociedade brasileira.
Enquanto ouvia Paulinho da Viola e a Orquestra Sinfônica da Petrobras e olhava para aquela platéia onde pontificavam cabeças brancas ou calvas, fiquei pensando na importância histórica daquela noite. A ABI, de tantas lutas pela liberdade, completava 100 anos no momento em que o País vive o mais longo período de amplas liberdades públicas _ a começar pela liberdade de imprensa.
Ser jornalista é...
Outro dia, um amigo, o jornalista carioca Aziz Filho, que está editando uma revista sobre os dez anos do Prêmio Embratel, me pediu para escrever algumas poucas palavras para definir jornalismo.
Para quem ainda não me conhece neste novo endereço, reproduzo o que escrevi, resumindo o que penso do nosso ofício: “ser jornalista é, antes de tudo, ser repórter. E o que faz um repórter? A melhor resposta que já ouvi, não me lembro se foi do José Hamilton Ribeiro ou do Audálio Dantas, dois grandes mestres da nossa profissão, não poderia ser mais singela:
Repórter é um ser que pergunta. Esta é a nossa missão, não importam a época, o veículo ou a plataforma: perguntar, perguntar muito _ olhos, ouvidos, cabeça e coração bem abertos _ para depois poder contar aos outros o que está acontecendo”.
Bom fim de semana. Até sexta.
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