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Saiba mais sobre os artistas que marcaram a década de 30

Chaplin, Greta Garbo, Marlene Dietrich, Picasso e Dalí tiveram ascensão no período e influenciaram gerações futuras

Marsílea Gombata, iG São Paulo |

Reprodução
Charles Chapin
Charles Chaplin (1889-1977): Apesar da evolução dos filmes sonoros, Charles Spencer Chaplin manteve sua produção de filmes mudos em estúdios dos EUA e obteve sucesso com Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1936). Enquanto o primeiro é uma comédia romântica, o segundo traz uma mensagem social ao mostrar um trabalhador prestes a entrar em colapso por trabalhar intensamente em uma fábrica. A crítica reflete o sentimento de muitos trabalhadores durante a Grande Depressão da década de 30, depois da quebra da Bolsa de Nova York, e o amplo crescimento da automatização da indústria. O tom crítico de Chaplin começa a ser consolidado nessa década e marca história depois com o clássico o Grande Ditador, de 1940, que mostra o inconformismo com o nazismo de Adolf Hitler. O cineasta é referência na comédia e no drama, e o legado que deixou à sétima arte é inegável. Um espaço dedicado à sua história é o Museu dos Tempos Modernos, na Riviera suíça.

Marlene Dietrich (1901–1992): A alemã Marie Magdelene Dietrich von Losch trouxe ao mundo sensualidade aliada à inocência ao estrelar o Anjo Azul, em 1930. Sua voz delicada encantou os amantes da sétima arte; seu rosto expressivo marcou época em Marrocos (1930) e O Expresso de Shangai (1932). Em 1936, a atriz, que se opunha ao nazismo, recusou o convite de Joseph Goebbels, ministro da Educação e Propaganda do 3º Reich nazista, de retornar à Alemanha e ganhar fortunas por cada filme rodado. Era ela a estrela de Hollywood que Hitler queria conquistar para filmes da propaganda nazista. O estilo “pin up” da atriz continuou influenciando artistas de diferentes épocas, como a cantora Madonna.

Getty Images
Greta Garbo é o modelo de beleza da década de 30
Greta Garbo (1905-1990): De origem sueca, a atriz naturalizada americana interpretou a espiã russa Mata Hari, em 1932, no cinema. Naquela época, a atriz, cujo nome de batismo era Greta Lovisa Gustafsson, recebeu indicações e prêmios por clássicos como Grand Hotel (1932) e Anna Karenina (1935). A extensa carreira de atriz rendeu-lhe um Oscar da academia pelo conjunto da obra, em 1954. Ainda hoje a beleza de Greta Garbo continua como referência para profissionais da moda por causa de sua sofisticação.

Reprodução
Pablo Picasso
Pablo Picasso (1881-1973): O auge da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), que dividiu o mundo e representou um marco na geopolítica mundial, levou Pablo Ruiz Picasso a criar a obra-prima Guernica. O bombardeio da cidade, que inspirou a obra homônima exposta no pavilhão espanhol da Exposição de Paris em 1937, foi um ícone de protesto pelo terror causado pela guerra. Apoiadas pelos nazistas alemães, as tropas do general espanhol Francisco Franco (1939-1973) destruíram a cidade, que representava a resistência da esquerda contra o franquismo. Com vasta obra, o pintor, escultor e desenhista espanhol influenciou gerações e artistas renomados, como o brasileiro Di Cavalcanti.

Salvador Dalí (1904-1989): O pintor catalão Salvador Felipe Jacinto Dalí I Domenech expressou um tipo de arte até então não testemunhado pelo mundo, em que reflexões e sonhos duelam com a realidade. Influenciado pelas correntes cubista e dadaísta, tinha entre seus amigos o poeta Frederico García Lorca e o cineasta Luis Buñuel, com quem colaborou no curta-metragem Um Cão Andaluz (1928). No fim dos 20, Dalí fez exposições importantes e uniu-se a surrealistas no bairro parisiense de Montparnasse. Em 1932, ganhou ascensão mundial, quando expõs seu trabalho em Nova York, em 22 de novembro daquele ano. Ícone do surrealismo, o artista catalão é uma das mais importantes autoridades da arte contemporânea.

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