João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque

24/01/1878 (Umbuzeiro, PB) - 26/07/1930 (Recife, PE)

iG São Paulo

FGV CPDOC
João Pessoa
Quem foi – Presidente da Paraíba e candidato a vice-presidente da República ao lado de Getúlio Vargas, em oposição à candidatura de Júlio Prestes na sucessão de Washington Luís. Filho de pai funcionário público e mãe de família influente na política nordestina, estudou para ser militar. Formou-se em direito e fez trabalhos para o Ministério da Fazenda, além de auditorias para a Marinha. Foi ministro do Supremo Tribunal Militar durante o governo de seu tio Epitácio Pessoa (1919) e foi eleito presidente da Paraíba em 1928 pelo Partido Republicano da Paraíba (PRP).

Papel na revolução – Desde o início de seu governo, João Pessoa adotou medidas que não agradaram aos chefes políticos do interior do Estado, os chamados “coronéis”. Em 1929, aceitou apoiar a aliança formada pelo Rio Grande do Sul e Minas Gerais e ser vice na chapa de Getúlio Vargas para presidente da República, negando o candidato oficial do presidente da República – sua campanha eleitoral foi representada pela palavra “Nego”, estampada em bandeirinhas rubro-negras que eram distribuídas à população. Essa bandeira tornou-se a oficial da Paraíba após 1930.

Paralelamente à campanha presidencial, articulou em seu partido a renovação total da bancada paraibana no Senado. A medida visava afastar João Suassuna, ex-presidente do Estado e então deputado federal - e aliado de famílias poderosas do interior, insatisfeitas com o governo de Pessoa. A proposta de renovação não foi aceita pelo partido, causando uma quebra no PRP e a reação armada no município de Princesa. Foi derrotado nas urnas na campanha para a presidência e teve de enfrentar diversos levantes no interior da Paraíba. Sem apoio do governo federal ou dos Estados vizinhos, não conseguiu controlar as revoltas e a Paraíba passou a receber tentativas de intervenção de Washington Luís. Em 26 de julho de 1930, ao visitar o Recife, foi assassinado em um ato de vingança por João Dantas, de quem havia exposto cartas de amor trocadas com uma poetisa paraibana no jornal oficial do Estado. A morte de Pessoa foi o estopim para as forças revolucionárias deflagrarem o levante que depôs o presidente Washington Luís do poder.

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