União Europeia sanciona irmão de Bashar por repressão na Síria

Sanções contra 13 pessoas incluem embargo de armas e de material usado para repressão a protestos antigoverno

EFE |

A União Europeia (UE) incluiu o irmão mais novo do presidente da Síria, Bashar al-Assad, entre os 13 responsáveis que serão punidos pela repressão dos protestos no país, segundo publicou nesta terça-feira o Diário Oficial da UE.

Maher al-Assad, nascido em 1967, será sancionado por ser "chefe da quarta Divisão do Exército, membro do comando central de Baath, homem forte da Guarda Republicana e principal executor da repressão contra os manifestantes".

Na lista de pessoas que sofrerão o congelamento de bens na UE e a proibição de vistos de entrada no território comunitário há outros altos funcionários sírios, mas não o presidente do país .

O ministro do Interior sírio, Mohammad Ibrahim Al-Chaar, o chefe dos serviços de informação, Ali Mamluk, e o destacado empresário Rami Majluf também figuram na relação, juntamente com responsáveis do Exército e da milícia Shabiha.

Essas 13 pessoas foram responsáveis pela violenta repressão contra a população civil por meio de sua implicação como altos cargos ou pelo financiamento das ações, segundo o documento oficial comunitário.

As sanções ao regime sírio, que também incluem o embargo de armas e de material usado para a repressão, foram aprovadas na segunda-feira formalmente pelas 27 nações do bloco e entram em vigor nesta terça-feira com sua publicação no Diário Oficial da UE.

Embora na lista de sancionados não esteja Assad, o líder sírio pode ser afetado em um futuro próximo se os 27 países da UE decidirem revisar a lista e ampliá-la.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, afirmou na segunda-feira que, se não houver reformas políticas na Síria, a UE "considerará a extensão das medidas restritivas, até mesmo ao mais alto nível de liderança".

Desde o início das revoltas na Síria, em meados de março, os confrontos decorrentes da repressão deixaram ao menos 631 civis e mais de 120 agentes da polícia e do Exército sírios mortos, segundo a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

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