União Europeia impõe sanções contra Irã por ajudar Síria

Bloco acusa Guarda Revolucionária iraniana de fornecer equipamentos e apoio para ajudar líder sírio a reprimir protestos

iG São Paulo |

AP
Imagem mostra presidente sírio, Bashar al-Assad, dando entrevista à TV estatal (21/08)
A União Europeia impôs sanções contra a unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, que acusou de fornecer equipamentos para ajudar o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, a reprimir os protestos antiregime que começaram há cinco meses.

Em comunicado, o bloco afirmou que a Guarda Revolucionária "forneceu assistência técnica, equipamento e apoio aos serviços de segurança da Síria para reprimir movimentos de protesto".

Outros alvos das sanções são generais e pessoas próximas ao irmão mais novo de Assad, Maher, que seria um dos cérebros pro trás da violenta repressão aos protestos.

Hassan Turkmani, ex-ministro da Defesa e enviado especial do líder sírio, também está na lista. Com as novas sanções, a "lista negra" da Europa contra a Síria passa a ter 50 indivíduos e nove entidades que tiveram bens bloqueados e estão proibidos de entrar nos países do bloco.

A violência continua na Síria. Nesta quarta-feira, tanques do Exército invadiram a cidade de Deir el-Zour e soldados prenderam dezenas, segundo ativistas. Por sua vez, a agência oficial de notícias do país, Sana, divulgou imagens fortes de 14 corpos em decomposição na cidade de Homs, afirmando que as vítimas teriam sido sequestradas e torturadas por "grupos terroristas armados".

Conselho de Direitos Humanos

Na terça-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou a violenta repressão a manifestantes na Síria. O documento, aprovado por 33 votos a favor e quatro contra, além de nove abstenções, estabelece uma comissão de inquérito para investigar os possíveis abusos cometidos pelo regime sírio durante a repressão às recentes manifestações contra o governo.

A resolução pede "o envio urgente de uma comissão internacional independente de inquérito para investigar as violações às leis internacionais de direitos humanos na Síria desde julho de 2011".

O texto também "condena duramente as graves violações de direitos humanos pelas autoridades sírias, incluindo execuções arbitrárias" de "manifestantes pacíficos".

Na reunião de segunda-feira, a representação do Brasil no conselho condenou a "repressão inaceitável" e "o uso indiscriminado e desproporcional da força contra a população civil".

O Brasil também pediu a "libertação de prisioneiros políticos" e pediu que as promessas do presidente Bashar al-Assad, de implementar reformas na Síria e diminuir a repressão, "traduzam-se em fatos".

Durante o encontro, a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse que a repressão aos protestos na Síria já resultou na morte de mais de 2,2 mil pessoas. "Os militares e as forças de segurança continuam a empregar força excessiva, incluindo artilharia pesada, para reprimir demonstrações pacíficas", disse Pillay. A família Assad controla o poder na Síria há quatro décadas.

Com AP e BBC

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