União Europeia bane importação de petróleo da Síria

Sanções tentam pressionar governo de Bashar Al-Assad, que exporta 150 mil barris por dia, a maioria para a Europa

iG São Paulo |

AFP
Imagem de vídeo amador que diz mostrar protesto antigoverno durante funeral na Síria
A União Europeia baniu nesta sexta-feira as importações de petróleo da Síria, na tentativa de aumentar a pressão sobre o presidente Bashar Al-Assad. Com isso, fica proibida a compra, importação e transporte de petróleo e produtos derivados que venham da Síria.

Bancos também estão proibidos de abrir linhas de crédito para esse tipo de negociação. A medida passa a valer a partir de sábado, mas só deve produzir efeitos a partir de 15 de novembro, quando serão encerrados os contratos já em andamento.

A decisão desta sexta também aumenta a lista de entidades sujeitas a proibições de viagens da UE e congelamento de ativos, incluindo mais três entidades e quatro indivíduos.

A Síria exporta cerca de 150 mil barris de petróleo por dia, a maior parte para a União Europeia, um negócio que representa entre US$ 7 milhões e US$ 8 milhões, segundo analistas. Os EUA já tinham imposto sanções similares.

Nesta quinta-feira, durante uma cúpula internacional sobre a Líbia, representantes de EUA, Reino Unido e França pediram ações mais duras contra a Síria, incluindo uma nova rodada de sanções.

"A brutalidade do presidente Assad contra cidadãos desarmados ultrajou a região, o mundo e, mais importante, o próprio povo sírio", afirmou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que manteve reuniões bilaterais sobre a Síria com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, e o chanceler britânico, William Hague.

"A Síria deve ter liberdade para seguir adianta. Os países que se uniram aos EUA nessa pelo precisam traduzir a retórica em ações concretar para aumentar a pressão em Assad e os que estão com ele", afirmou a secretária americana. "Isso inclui sanções fortes contra o setor de energia que impeçam o regime de conseguir o dinheiro que financia sua campanha de violência."

Violentas operações militares continuam acontecendo na Síria, como parte da repressão do governo a protesto antiregime que começaram há cinco meses. Nesta sexta-feira, as forças de segurança dispararam contra manifestantes e deixaram pelo menos 13 mortos, segundo ativistas.

Manifestações contra o governo aconteceram na capital, Damasco, e nas cidades de Hama, Homs, Deraa, Amuda e Deir el-Zour.

A ONU afirma que mais de 2,2 mil pessoas já foram mortas na Síria desde que os protestos por reformas democráticas começaram, em março.

Com BBC e AP

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