União Europeia adota novas sanções contra a Síria

Punições incluem autoridades e Banco Central, enquanto operações militares continuam em áreas como Idlib e Homs

iG São Paulo |

A União Europeia (EU) aumentou nesta segunda-feira a pressão contra o governo da Síria, congelando os bens de autoridades e impondo sanções contra o Banco Central do país. As medidas são anunciadas enquanto ativistas denunciam a continuidade de ofensivas militares em áreas como Idlib e Homs.

Na tentativa de pôr fim a uma crise política que começou há 11 meses, os chanceleres da UE, reunidos em Bruxelas, também concordaram em banir a compra de ouro, metais preciosos e diamantes da Síria, assim como todos os voos cargueiros a partir ou em direção aos países do bloco.

Leia também: Em meio à violência, Síria faz referendo sobre Constituição

AP
O chanceler britânico, William Hague (esq), conversa com o chanceler holandês, Uri Rosenthal, durante reunião que determinou sanções contra a Síria

Os nomes das autoridades que foram alvos de sanções serão divulgados na terça-feira. A UE tinha anunciado o congelamento de bens de cem indivíduos e 38 organizações.

Nesta segunda-feira, ativistas disseram que tanques das forças de segurança lançaram ataques em áreas controladas pela oposição na província de Idlib, incluindo cidades como Sarmin, Maarat al-Numan e Binnish. De acordo com a BBC, tropas leais ao presidente Bashar Al-Assad estão atirando de forma aleatória, atingindo civis.

Os relatos são feitos um dia depois de a Síria realizar um referendo sobre uma nova Constituição , cujo resultado ainda não foi divulgado. No domingo, dia da votação, dezenas de civis foram mortos, segundo ativistas.

Situação humanitária

Também nesta segunda-feira, a presidente do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, Laura Dupuy Lasserre, disse que a situação humanitária na Síria é "crítica" e que é urgente dar assistência às vítimas da violência.

"Esperamos uma resposta positiva das autoridades (sírias) para que se possa assistir a todas as pessoas afetadas", declarou, ao inaugurar a primeira sessão do ano do CDH, em referência às negociações para resgatar os feridos nas áreas mais castigadas pelos ataques das forças de segurança.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a Sociedade do Crescente Vermelho da Síria negociam a entrada de seu pessoal para fornecer ajuda essencial aos moradores das áreas bloqueadas pelas forças de segurança, auxiliar os feridos e retirar corpos.

Durante a reunião do CDH, o ministro de Relações Exteriores da Suíça, Didier Burkhalter, condenou a violação dos direitos humanos na Síria e pediu que o governo de Assad colabore e permita o trabalho humanitário.

Com AP, AFP e BBC

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