Turquia e Brasil tentam negociar fim da violência na Síria

Governo sírio desafia pressão internacional com novos ataques em cidades com Hama e Deir el-Zour

iG São Paulo |

AP
O líder da Síria, Bashar Al-Assad, recebe o ministro turco das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, em Damasco

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, foi recebido nesta terça-feira em Damasco pelo presidente da Síria, Bashar Al-Assad, durante uma reunião na qual expressou sua preocupação com a onda de violência no país. Um enviado brasileiro também está em Damasco para tentar negociar um fim para a crise na Síria.

Antes da reunião em Damasco, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a “paciência” da Turquia com a Síria tinha “acabado”. “Não podemos ser espectadores diante dos acontecimentos em um país com o qual compartilhamos uma fronteira de 850 km, vínculos históricos, culturais e familiares”, disse.

A nova onda de violência foi condenada por vários países árabes , e Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein convocaram seus embaixadores em Damasco para consulta e pediram o fim da violência.

Brasil

Na quarta-feira, o subsecretário para o Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Paulo Cordeiro, deve participar de uma reunião com autoridades ligadas a Al-Assad e com outros representantes da missão do Ibas (grupo que inclui Brasil, Índia e África do Sul).

Cordeiro foi enviado pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para negociar em nome do Brasil. O governo brasileiro rejeita qualquer medida de ingerência ou sanção à Síria, mas defende o respeito aos direitos humanos e a introdução de reformas exigidas pela população.

Na segunda-feira, a presidenta Dilma Rousseff defendeu a busca pelo diálogo e por uma solução pacífica para a crise política, dizendo que o uso da força “deve ser sempre o último recurso”.

Novos ataques

Apesar da crescente pressão internacional pelo fim da violência, o Exército da Síria retomou os ataques contra a oposição em várias cidades nesta terça-feira. De acordo com ativistas, tanques invadiram vilarejos de Hama e dois municípios da província de Idleb, que faz fronteira com a Turquia.

Também foram ouvidos trilhos de metralhadora em Deir el-Zour. Segundo testemunhas, a operação teria deixado pelo menos 21 mortos – sendo 17 em Deir el-Zour, duas em Idleb e duas em Hama.

Com AP e Agência Brasil

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