Tunísia dissolve polícia secreta e anuncia novo gabinete

Agência é acusada de cometer abusos contra direitos humanos durante o governo do presidente Ben Ali, deposto em 14 de janeiro

iG São Paulo |

O governo interino da Tunísia anunciou nesta segunda-feira a dissolução da polícia secreta do país, acusada de cometer abusos dos direitos humanos durante o governo do presidente Zine el-Abidine Ben Ali, que foi deposto em 14 de janeiro.

O primeiro-ministro interino Beij Caid Essebsi também anunciou um novo governo, que inclui 22 ministros, sendo seis deles novos. O governo atual governará na Tunísia até as eleições programadas para 24 de julho.

O novo executivo, cuja formação foi anunciada em comunicado divulgado pela agência oficial "TAP", é integrado principalmente por tecnocratas que terão como principal tarefa a recuperação econômica e os preparativos para as eleições de julho.

O novo governo não conta com nenhum ministro que tenha participado do último gabinete de Ben Ali, que fugiu para a Arábia Saudita depois de renunciar. Essebsi, de 84 anos, foi designado primeiro-ministro em 27 de fevereiro. Desde então, viu-se obrigado a modificar imediatamente o gabinete de seu predecessor, Mohammed Ghannouchi, após demitir cinco ministros nos últimos dias.

O país tem tido dificuldades para restaurar a estabilidade desde os protestos em massa que derrubaram o antigo regime. Os manifestantes vitoriosos têm reivindicado que os novos líderes atuem rapidamente para concretizar as mudanças políticas e sociais exigidas.

O primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi e outros seis ministros renunciaram do governo interinos nas últimas semanas.

Dois dos ministros que renunciaram, Mohamed Nuri Yuini (Planejamento e Cooperação Internacional) e Mohamed Afif Shelbi (Indústria e Tecnologia) faziam parte do governo de Ben Ali, enquanto Ahmed Ibrahim (Ensino Superior e Pesquisa Científica) e Ahmed Neyib Shebi (Desenvolvimento Regional e Local), eram dirigentes da oposição. Além disso, o novo gabinete de transição conta com duas mulheres.

*Com BBC, EFE e AFP

    Leia tudo sobre: tunísiamundo árabetúnis

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG