Tunísia aprova extradição de ex-premiê da Líbia

Al-Baghdadi Ali al-Mahmoudi foi primeiro-ministro do país até as últimas semanas que antecederam a queda de Kadafi em agosto

iG São Paulo |

Um tribunal de apelação da Tunísia aprovou nesta terça-feira a extradição do ex-premiê da Líbia Al-Baghdadi Ali al-Mahmoudi. "É uma decisão injusta, uma decisão política", afirmou seu advogado, Mabrouk Korchid.

AFP
Mahmudi, premiê da Líbia até as últimas semanas antes da queda de Kadafi, coloca a mão sobre o rosto para não ser fotografado

O pedido de extradição foi feito pelo novo governo da Líbia, o Conselho Nacional de Transição (CNT). Mahmoudi se mostrou temeroso quanto à sua segurança, por ter feito parte do governo de Muamar Kadafi até ele ter sido deposto em agosto .

O advogado do ex-premiê também mostrou preocupação, e disse que Mahmoudi, 70 anos, está fraco e sofre com diabetes. "Se algo de ruim acontecer com ele na Líbia, o sistema judiciário tunisiano terá sua parte nisso."

Mahmoudi foi detido em setembro na cidade de Tamanghza, no sul da Tunísia, próximo à fronteira da Argélia.

Ele foi condenado a seis meses de prisão por entrar ilegalmente na Tunísia, decisão essa que foi derrubada por uma apelação. Mahmoudi foi, em seguida, detido em uma prisão próxima a Tunis, enquanto aguardava pela decisão de sua extradição.

Mabrouk, o coordenador da equipe do premiê disse que com a morte de Kadafi , Mahmoudi é quem detém os segredos internos do país, além das relações entre a Líbia e certos poderes.

Leia também: Fim sem misericórdia levanta questão: quem matou Kadafi?

Novo premiê

O CNT líbio elegeu no final de outubro um novo premiê interino , Abdel Rahim al-Kib, que deverá comandar o país até a realização das eleições, prometida para acontecer daqui a oito meses. Essa votação escolherá uma Assembleia Nacional, imbuída de elaborar uma nova Constituição antes de uma votação parlamentar multipartidária.

Antes da eleição de al-Kib, escolhido por 26 dos 51 votantes dos membros do CNT, Mahmoud Jibril conduziu o país até a sua libertação oficial , que aconteceu em 23 de outubro, pouco após a morte de Kadafi.

Com AP e BBC

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