Tropas iemenitas atiram contra cidade rebelde deixando mortos

Segundo médicos, confrontos em Taiz deixaram pelo menos 14 mortos, entre eles três mulheres e um menino de nove anos

iG São Paulo |

Forças de segurança do Iêmen usaram tanques e artilharia contra uma cidade rebelde de Taiz nesta sexta, deixando pelo menos 14 mortos, incluindo três mulheres e um menino de nove anos, segundo médicos ouvidos pela Associated Press.

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Reuters
Homens carregam mulher ferida pelas tropas leais ao presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh na cidade de Taiz

As fontes em Taiz, terceira maior cidade do Iêmen, disseram que pelo menos 23 ficaram feridos nos combates entre a Guarda Republicana, do governo, e milícias tribais. Os confrontos ocorrem um dia depois de um enviado especial da ONU voltar ao país para tentar mediar um acordo que leve à renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder há 33 anos.

Os combates, intensificados nesta sexta, começaram na quinta-feira, quando homens armados feriram gravemente um soldado que estava em um prédio público. Em seguida, um líder tribal pró-Saleh foi assassinado, e seu guarda-costas ficou ferido.

Os índices de violência vem aumentando no país mais pobre da Primavera Árabe que se voltou contra o presidente Saleh há nove meses. A diplomacia internacional não teve sucesso ao tentar dar um basta na crise.

O representante especial da ONU para essa crise, Jamal Benomar, está tentando convencer Saleh a aceitar a proposta de acordo feita pelo Conselho de Cooperação do Golfo, iniciando "um processo inclusivo de transição que atenda às necessidades e aspirações de todos os iemenitas", segundo um porta-voz. Saleh em três ocasiões já manifestou a intenção de aceitar a proposta , mas sempre recuou na última hora.

Nesse meio tempo, agentes de segurança e unidades armadas que se uniram aos rebeldes têm entrado em confronto regularmente, provocando derramamento de sangue nas cidades iemenitas. No sul do país, militantes da Al-Qaeda tomaram cidades inteiras, aumentando o temor no Ocidente de que eles usem a área para organizar ataques internacionais.

Em Sanaa, centenas de manifestantes foram às ruas para protestarem contra e a favor do regime. Os partidários de Saleh gritavam "o povo quer Ali Abdullah Saleh". Em outro bairro da capital do país, protestos contra o governo pediram que Saleh enfrentasse um tribunal por ordenar a intervenção policial violenta contra as marchas, que mataram centenas e deixaram dezenas de feridos.

Com AP e Reuters

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