Tribunal Penal Internacional investiga casos de estupro na Líbia

Promotor de corte penal deve concluir em breve investigação sobre uso de estupro por forças de Kadafi para perseguir inimigos

Reuters |

AFP
O promotor do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, anuncia pedidos de prisão para líder líbio, Muamar Kadafi, em Haia em 16/5
O promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) disse nesta quarta-feira considerar apresentar mais acusações contra o chefe de espionagem de Muamar Kadafi , Abdullah al-Senusi, e outros suspeitos de envolvimento em centenas de casos de estupro na Líbia durante o conflito deste ano.

O TPI, em Haia, já indiciou Senusi , que está foragido , por acusações de crimes contra a humanidade e outros crimes de guerra.

O promotor do TPI, Luis Moreno-Ocampo, disse que estava perto de completar uma investigação sobre o uso do estupro pelas forças de Kadafi para perseguir seus inimigos enquanto combatiam a insurgência de oito meses.

"Estou terminando as investigação sobre os estupros, veremos se há novas acusações para as mesmas pessoas ou para outras", disse à Reuters nos bastidores de uma conferência em Haia.

No começo do mês, Moreno-Ocampo disse ao Conselho de Segurança da ONU que investigava se o ex-líder líbio e seu chefe de espionagem haviam dado ordens para estupros em massa .

Leia também: Estupros intensificam trauma e desordem da guerra na Líbia

Kadafi, também indiciado pelo TPI, foi morto em 20 de outubro pouco depois de sua captura por ex-rebeldes, que hoje formam as forças do governo.

"Temos indícios de que Senusi esteve envolvido na organização dos estupros, mas não Saif", disse Moreno-Ocampo à Reuters, referindo-se a Sail al-Islam, filho de Kadafi considerado seu herdeiro político, que também foi acusado de crimes contra a humanidade e está foragido.

"Estou confiante em que pegaremos Saif" para enfrentar as acusações em Haia, disse Moreno-Ocampo. "Ao final do dia, todos enfrentarão a justiça."

A liderança interina da Líbia, o Conselho Nacional de Transição (CNT), afirmou que gostaria de julgar Saif al-Islam e Senusi na Líbia. Moreno-Ocampo disse que pretendia se encontrar com o CNT em janeiro.

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