TPI diz estar em negociação indireta para rendição de filho de Kadafi

Saif al-Islam, que está foragido, quer garantia de julgamento justo e um país para viver caso seja absolvido

iG São Paulo |

AFP
Saif al-Islam, em foto de fevereiro
O Tribunal Penal Internacional (TPI) afirmou nesta sexta-feira estar em negociações indiretas com Saif al-Islam Kadafi , filho do líder deposto da Líbia, Muamar Kadafi , que foi morto na semana passada.

Saif é alvo de um mandado de prisão internacional emitido pelo TIP, que o acusa de assassinatos e detenções arbitrárias durante a onda de protestos contra o regime.

De acordo com o procurador-geral do TIP, Luis Moreno-Ocampo, a negociação para a rendição de Saif estaria sendo feita por meio de intermediários que ele não quis identificar.

O filho de Kadafi quer garantias de que seu julgamento será justo e pediu informações sobre o que aconteceria com ele se fosse absolvido.

O procurador do TPI respondeu que, nesse caso, os juízes poderiam ajudá-lo a achar um novo país para viver. “Ele diz que é inocente e vai provar isso”, afirmou Ocampo.

Há boatos de que Saif, 39 anos, estaria seguindo em direção a Mali, mas o TPI não quis confirmar a informação ou precisar seu paradeiro.

Ocampo disse acreditar que o filho de Kadafi esteja em contato com mercenários não identificados que lhe oferecer refúgio em países que não cooperam com o TPI, possivelmente o Zimbábue.

Ocampo afirmou também que o tribunal aguarda provas da morte de Muamar Kadafi para oficialmente encerrar o processo contra ele, que também era alvo de um mandado de prisão internacional.

Otan

Nesta sexta-feira, a Otan anunciou formalmente que encerrará sua operação militar na Líbia no dia 31 de outubro. O secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen, chamou a ação de “uma das mais bem-sucedidas da história” da aliança.

No total, a Otan realizou 9,6 mil missões de ataque que destruíram 5,9 mil alvos militares desde que a operação começou, em março.

O anúncio da Otan era esperado após o Conselho de Segurança da ONU ter retirado, na quinta-feira, o mandato que autorizava o uso da força na Líbia.

Com AP e AFP

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