Soldados da Síria retomam cidade central, dizem ativistas

Desertores teriam abandonado Rastan, localizada na região central do país, depois de ataques promovidos por soldados do governo

BBC Brasil |

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A organização Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com base na Grã-Bretanha, informou que os soldados do governo tomaram áreas de Rastan, na região central do país, depois que os desertores abandonaram a cidade, que fica na província de Homs.

Segundo Rami Abdel Rahman, chefe da organização, no momento, a maior parte de Rastan (localizada a 180 km ao norte de Damasco) está sob controle das forças do governo. Rahman informou ainda que que um morador da cidade, que fugiu de Rastan na manhã de sábado teria ouviro tiroteios durante a noite.

AP
Imagem feita por celular mostra protesto antigoverno em Homs, na Síria (30/9)

Dezenas de tanques e veículos blindados invadiram a cidade de 40 mil habitantes. Linhas telefônicas e de celular também teriam sido cortadas. A agência de notícias oficial do país, Sana, informou na sexta-feira que uma autoridade militar afirmou que "unidades do Exército cumpriram com sucesso suas missões" em uma operação contra "terroristas" em Rastan.

A agência ainda afirmou que o governo nega ter usado ataques aéreos na operação em Rastan. A maior parte dos combates teria ocorrido entre os miltares e os soldados desertores.

Protestos

Uma nova onda de protestos ocorreu na Síria depois das orações de sexta-feira, deixando pelo menos 18 mortos entre manifestantes e forças de segurança do governo, segundo informações de ativistas.

A agência Sana informou neste sábado que três membros das forças de segurança, que tentavam desarmar uma bomba perto da capital, Damasco, morreram, junto com dois civis que trabalhavam na operação.

A ONU estima que a repressão violenta às manifestações contra o governo deixou 2,7 mil mortos no país. Neste sábado, membros da oposição síria se reuniram na Turquia para tentar formar uma frente unida contra o presidente Bashar al-Assad.

O Conselho Nacional Sírio, um grupo criado em 2011, está em meio a uma reunião de dois dias para eleger sua liderança. Segundo o correspondente da BBC na fronteira entre a Síria e o Líbano Owen Bennett-Jones, a questão da violência em meio aos oposicionistas sírios está crescendo.

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