Sob pressão, primeiro-ministro do Egito renuncia

Ahmed Shafiq foi nomeado pelo ex-presidente Hosni Mubarak e será substituído pelo ex-ministro dos Transportes Essam Sharaf

iG São Paulo |

O primeiro-ministro do Egito, Ahmed Shafiq, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, após pressão de ativistas pró-democracia que exigiam a saída de integrantes do governo ligados ao ex-presidente Hosni Mubarak.

O conselho militar que governa o país informou, em comunicado divulgado em sua página no Facebook, ter aceitado o pedido de demissão de Shafiq e designado um ex-ministro dos Transportes, Essam Sharaf, para o cargo de primeiro-ministro. Ele agora tem a incumbência de formar novo gabinete de governo.

Shafiq foi designado para o cargo em 29 de janeiro por Mubarak, poucos dias antes de ele renunciar, em 11 de fevereiro. General reformado da Força Aérea, Shafiq era considerado "herança" do regime de Mubarak por grupos da oposição.

Em 22 de fevereiro, Shafiq fez mudanças no gabinete na tentativa de conter as críticas da oposição, mas manteve os ministros de pastas-chave como Assuntos Exteriores, Defesa e Interior.

A renúncia de Mubarak aconteceu após 18 dias de protestos contra seu governo. Ele transferiu o poder para o Exército e, desde então, vive com a família em sua residência na cidade de Sharm el-Sheikh. A Justiça do Egito proibiu o ex-presidente de deixar o país. A proibição vale, também, para a mulher de Mubarak, Suzanne, seus dois filhos, Ala e Gamal, e suas duas noras.

O procurador-geral do Egito, Abdel Meguid Mahmud, já havia pedido o congelamentos dos bens de Mubarak e sua família, inclusive no exterior. Por meio de advogado, o ex-líder afirmou não possuir bens no exterior.

Com EFE e Reuters

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