Síria 'será um lugar melhor' sem Assad, diz Obama

Presidente americano se disse 'consternado' ela campanha de repressão comandada neste domingo

EFE |

AP
Obama disse que vai continuar a pressionar regime sírio
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar "consternado" pela campanha de repressão comandada neste domingo pelo regime de Bashar al Assad na Síria . Ele avaliou que o país será "um lugar melhor quando a transição democrática avançar". 

"Por meio de suas próprias ações, Bashar al Assad está garantindo que ele e seu regime ficarão no passado e que o valente povo sírio determinará seu futuro", disse o presidente americano, em comunicado divulgado pela Casa Branca.

O grupo opositor Comitês Locais de Coordenação já conseguiu identificar pelo menos 59 das dezenas pessoas que morreram neste domingo em ataques nas cidades de Hama (centro), Deir al-Zor (leste) e Al-Herak (sul), depois que Assad enviou novamente os tanques às ruas.

Obama qualificou como "horripilantes" as informações que recebeu de Hama, e considerou que "demonstram o verdadeiro caráter do regime sírio". "Mais uma vez, o presidente Assad demonstrou que é completamente incapaz e que se nega a responder às queixas legítimas do povo sírio. Seu uso da tortura, da corrupção e do terror o colocam no lado errado da história", declarou.

O presidente americano se comprometeu a "seguir aumentando a pressão sobre o regime sírio" nos próximos dias, e a "trabalhar com outros países do mundo para isolar o governo de Assad".

A operação militar em Hama começou ao amanhecer, quando o presidente sírio enviou seus tanques, que antes já atacavam a cidade em meio a um forte tiroteio que, segundo testemunhas, foi "indiscriminado". Apesar de ter sido uma das últimas cidades a se mobilizar, as manifestações contra Assad em Hama foram as maiores de todas as realizadas até o momento, e no início de julho contaram com o apoio dos embaixadores dos Estados Unidos e da França, que chegaram a viajar ao local.

Segundo vários líderes opositores, a intenção do regime é impedir que os protestos se reproduzam durante o mês do Ramadã, no qual diariamente milhares de pessoas se reúnem nas mesquitas. Desde meados de março, a Síria é palco de revoltas populares contra o regime do país que tiraram a vida de 1.583 civis e de 369 soldados e membros das forças de segurança, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

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