Milhares de partidários de Assad saem às ruas em manifestação contra punição que, segundo ministro, abre 'perigoso precedente'

Milhares de partidários do presidente da Síria, Bashar al-Assad, saíram às ruas nesta segunda-feira para protestar contra as sanções impostas pela Liga Árabe ao país. A TV estatal mostrou enorme concentração de manifestantes na capital, Damasco, e em outras cidades como Deir el-Zor e Aleppo.

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Partidários de Assad protestam contra sanções da Liga Árabe em Damasco, na Síria
AP
Partidários de Assad protestam contra sanções da Liga Árabe em Damasco, na Síria

Também nesta segunda-feira, o ministro sírio da Economia, Mohammed Nidal al-Shaar, afirmou que as sanções impostas pela Liga Árabe contra o país abre um “perigoso precedente” e que vai prejudicar a população do país.

O inédito pacote de sanções econômicas contra a Síria, país que vive uma violenta onda de repressão a manifestantes antigoverno, foi aprovado no domingo por 19 dos 22 membros da Liga Árabe.

No total, estima-se que mais de 3,5 mil tenham morrido no país desde o início dos protestos, em março, segundo cálculos da ONU.

As punições incluem congelamento de bens e veto a viagens de autoridades sírias, cortes de investimentos e transações comerciais com o país e a suspensão de acordos com o banco central sírio.

Nesta segunda-feira, o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, afirmou que o governo sírio está “com os dias contados” e “totalmente isolado”.

“Infelizmente as coisas estão caminhando lentamente, mas estão avançando desde que a Liga Árabe, que tem considerável peso político, decidiu aplicar sanções e isolar a Síria ainda mais”, afirmou Juppé.

As sanções foram decididas durante um encontro no Cairo, depois de a Síria ignorar um ultimato da Liga Árabe, que tentou enviar ao país uma missão de observadores com o objetivo de monitorar os confrontos entre forças de segurança e manifestantes pró-democracia.

A TV estatal síria descreveu as sanções, antes mesmo de elas serem divulgadas, como "medidas sem precedentes que alvejam a população". E, segundo a agência Associated Press, autoridades sírias consideraram as sanções como uma traição à "solidariedade árabe".

Com AP e BBC

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