Em meio a tensões em países da região como o Egito, governo permitiu acesso a cerca de 240 páginas da web que estavam bloqueadas

Os internautas sírios tiveram nesta semana acesso liberado a sites como Facebook e YouTube, censurados há três anos, depois do fracasso dos protestos convocados na internet para um 'Dia da Ira' sírio - inspirado nos protestos em massa, pedindo a saída do presidente egípcio.

Sírio abre consegue acessar conta no Facebook, em cibercafé de Damasco, capital do país
AP
Sírio abre consegue acessar conta no Facebook, em cibercafé de Damasco, capital do país
Os usuários de internet receberam a notícia da mudança com alegria. Desde terça-feira, o governo liberou o acesso direto a cerca de 240 páginas da web que estavam bloqueadas e que só podiam ser acessadas através de servidores no exterior.

O empresário sírio no setor das novas tecnologias Abdulsalam Haykal avaliou positivamente a mudança e afirmou que a decisão do governo sírio é um gesto de confiança a juventude do país. "O poder das redes sociais é uma ferramenta importante para aumentar a participação, sobretudo para os jovens", disse.

As autoridades sírias, por outro lado, ainda não fizeram nenhum anúncio oficial sobre a mudança.

Enquanto atualizava sua conta no Facebook, um jovem sírio que pediu anonimato acrescentou que o Executivo do governo do presidente Bashar al-Assad "entendeu que os sírios respaldam o líder, que foi o único a dizer 'não' aos Estados Unidos". "Estão nos apoiando, sabemos que confiam na nova geração", disse sobre o governo sírio.

Inspiração

A convocação surgiu no calor dos protestos políticos realizados em países como Egito, Jordânia, Iêmen e Tunísia, onde protestos levaram à saída do então presidente Zine El Abidine Ben Ali.

As datas previstas para o 'Dia da Ira' sírio eram sexta-feira e sábado passados. Diferentemente do esperado, no entanto, não houve grandes mobilizações na capital Damasco ou outras cidades do país.

*Com EFE e AP

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