Síria ignora ultimato da Liga Árabe sobre missão observadora

País tinha 24 horas para aceitar a entrada de centenas de observadores e evitar sanções econômicas do grupo

iG São Paulo |

AP
Partidários de Assad fazem manifestação de apoio ao governo em Damasco (24/11)s
A Liga Arábe afirmou nesta sexta-feira que venceu o prazo dado à Síria para que permitisse a entrada de centenas de observadores no país. Na quinta-feira, o grupo tinha dado 24 horas para que o regime sírio aceitasse a missão observadora como forma de evitar sanções econômicas.

Leia também: Liga Árabe dá ultimato para Síria aceitar missão observadora

De acordo com o vice-secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Bem Heli, representares do 22 países do grupo vão se reunir no sábado para decidir sobre as sanções, que podem incluir o congelamento de bens e transações financeiras.

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, enfrenta uma onda de protestos contra seu regime há oito meses. De acordo com a ONU, a brutal repressão aos manifestantes deixou 3,5 mil mortos .

A decisão de dar o ultimato à Síria foi tomada durante um encontro da Liga Árabe na capital do Egito, Cairo. Damasco havia aceitado a missão observadora sob algumas condiçõe s como reduzir o número de enviados de 500 para 40. As mudanças foram negadas pela Liga Árabe que deu agora um novo ultimato.

O papel dos observadores seria supervisionar a implementação do plano de paz, acordado entre a Síria e a Liga Árabe no início do mês, que prevê que o governo pare de atacar manifestantes, retire militares de áreas de tensão e comece as negociações com a oposição.

A Turquia, ex-aliada do governo sírio, disse que Assad faria uma demonstração de boa vontade ao permitir a entrada dos observadores. Antes de o prazo vencer, o ministro turco das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, afirmou que a proposta era a “última oportunidade” para Damasco sair da crise.

"A proposta da Liga Árabe é tanto uma última como uma nova oportunidade para a Síria. Se (as autoridades sírias) não demonstrarem boa vontade e não assinarem o protocolo, a Turquia atuará junto à Liga Árabe", apontou o ministro. "É triste ver o derramamento de sangue. Queremos o fim do sofrimento do povo.”

De acordo com testemunhas, a sexta-feira é de violência na Síria. Forças de segurança atiraram contra manifestantes que deixavam mesquitas após as orações. Também foram registradas manifestações em Idlib, na fronteira com a Turquia.

Com AP e EFE

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