Síria decreta anistia a crimes cometidos durante protestos

A anistia engloba de desertores do Exército que se entregaram antes do fim de janeiro a manifestantes que aceitem entregar

iG São Paulo |

AP
Assad já decretou medidas semelhantes, mas conflitos parecem longe do fim
O presidente sírio Bashar al-Assad decretou uma anistia geral para os crimes cometidos durante os distúrbios ocorridos no país desde o início da revolta de 15 de março, anunciou neste domingo a agência oficial Sana. A anistia engloba desde desertores do Exército que se entregaram antes do fim de janeiro, até manifestantes pacíficos, passando por outros que aceitem entregar armas ilegais.

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"O presidente Assad promulgou um decreto estipulando uma anistia geral para os crimes cometidos durante os acontecimentos entre 15 de março de 2011 e 15 de janeiro de 2012", indicou a Sana sem maiores detalhes.

O anúncio marca um esforço para conter os conflitos na região, mas a medida deve ser insuficiente para minimizar o problema. Desde meados de março, a Síria assistiu à morte de pelo menos 5 mil pessoas em decorrência dos conflitos, de acordo com estimativas da ONU.

Assad já concedeu várias anistias a prisioneiros desde o início dos protestos, mas milhares ainda permanecem presos. Dezenas de milhares de pessoas em várias regiões da Síria continuam saindo às ruas para pedir o fim do regime de Assad, desafiando a repressão do governo.

Na semana passada, Assad acusou novamente as potências internacionais de tentarem desestabilizar a Síria e prometeu esmagar os "terroristas" com um "punho de ferro". No sábado, o líder do Catar, xeque Hamad bin Khalifa al Thani, afirmou que os países árabes deveriam enviar tropas para a Síria para interromper o derramamento de sangue.

"Para uma situação dessas, para interromper a matança, tropas deveriam ir para lá", disse ele à TV americana CBS. Esta é a primeira vez que um líder árabe defende publicamente uma intervenção militar na Síria.

*Com AFP e EFE

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