Síria bloqueia pela 2ª vez entrada da Cruz Vermelha em Baba Amr

Organização negocia para entregar ajuda a bairro sitiado enquanto corpos de jornalistas mortos são entregues a diplomatas

iG São Paulo |

Pela segunda vez consecutiva, autoridades sírias impediram um comboio de ajuda humanitária de entrar no bairro sitiado de Baba Amro, na cidade de Homs, neste sábado. As negociações, porém, continuam, afirmou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC).

Primeiro bloqueio: Autoridades sírias bloqueiam entrada da Cruz Vermelha em Baba Amr

AP
Funcionários do Crescente Vermelho sírio são vistos dentro de ambulância com o caixão com o corpo do fotógrafo francês Remi Ochlik em Damasco, Síria
"O ICRC e o Crescente Vermelho Sírio não entraram em Baba Amro hoje. Nossas negociações com as autoridades sírias continuam para que possamos entrar e ajudar o máximo de pessoas possível", afirmou o porta-voz do ICRC, Hicham Hassan, à Reuters, em Genebra.

As equipes do ICRC e do Crescente Vermelho, que chegaram a Homs na sexta-feira após receber permissão das autoridades algumas horas depois dos rebeldes fugirem de Baba Amro , passarão sua segunda noite na terceira maior cidade da Síria, afirmou Hassan.

Questionado sobre as razões para a demora no acesso, o porta-voz afirmou: "O motivo que deram ontem foi por razões de segurança."

O segundo dia de bloqueio aos trabalhos da Cruz Vermelha ocorreu enquanto diplomatas na Síria receberam os corpos da jornalista americana Marie Colvin e do fotógrafo francês Remi Ochlik, mortos no mês passado durante um bombardeio em Baba Amro.

Testemunhas da Reuters disseram que os diplomatas, que acreditam ser o embaixador francês no país, Eric Chevalier, e um representante da embaixada polonesa que está cuidando dos assuntos americanos na Síria, levaram os corpos do Hospital Universitário Al-Assad, em Damasco.

Na sexta-feira, a jornalista francesa Edith Bouvier , ferida no ataque que matou Marie e Ochlik, conseguiu deixar a Síria juntamente com o repórter William Daniels.

Risco: Mortes de jornalistas revelam dificuldade de cobertura na Síria

Enquanto isso, as forças sírias mantiveram sua ofensiva e deixaram ao menos três mortos ao abrir fogo durante um funeral na cidade de Deir al-Zor, região tribal desértica, para duas pessoas mortas previamente.

"O funeral era no bairro de al-Ommal para Amira al-Salem e Omar a-Juneidi, que foram mortos na sexta-feira. As pessoas em luto começaram a entoar cantos contra Assad quando a 'amin' (polícia de segurança pública) começou a atirar do alto de uma colina", disse Abdallah Mahmoud, um dos ativistas, da cidade.

Deir al-Zor está localizada no rio Eufrates em uma província produtora de petróleo, perto da fronteira do Iraque.

*Com Reuters

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