Sexto dia de protestos deixa mortos e feridos no Iêmen

Pelo menos dois manifestantes morreram e outros 19 ficaram feridos na capital e na principal cidade do sul do país

EFE |

No sexto dia consecutivo de protestos antigoverno, pelo menos dois manifestantes morreram e outros 19 ficaram feridos em marchas contra o governo na capital Sanaa e na cidade de Áden, principal cidade do sul do país.

Pelo menos dois jovens morreram baleados pela polícia, que atirou para o alto para dispersar um protesto em Áden, a 350 quilômetros ao sul da capital, que pedia a queda do regime do presidente Ali Abdullah Saleh.

Mohammad Ali Alwani, um dos manifestantes mortos, foi gravemente ferido por tiros das forças antidistúrbios que tentavam dispersar centenas de jovens que protestavam junto à prefeitura de Mansoura, em Áden.

Segundo uma testemunha, alguns manifestantes invadiram a sede da prefeitura de Áden e incendiaram escritórios e quatro carros oficiais estacionados próximos ao local.

Na capital Sanaa, milhares de estudantes e advogados também protestaram aos gritos de "Depois de Mubarak, Ali", referindo-se à queda do líder egípcio para indicar que o próximo poderia ser o presidente do Iêmen, que está no poder há 32 anos.

Os manifestantes tentaram chegar à praça Tahrir (Libertação), que tem o mesmo nome da praça do Cairo que foi epicentro da mobilização popular, mas as forças de segurança impediram o avanço. Pelo menos 12 manifestantes ficaram feridos ao ser atacados por partidários do regime armados com bastões.

Alguns manifestantes sofreram ferimentos leves. O correspondente da BBC em árabe Albdullah Ghorab, com o rosto coberto de sangue, afirmou à AFP que foi agredido por homens do partido governista.

Centenas de partidários do partido Congresso Popular Geral (CPG, no poder) atacaram os manifestantes com cassetetes, facas e pedras. A manifestação foi organizada por estudantes e integrantes da sociedade civil. A oposição parlamentar, que decidiu retomar o diálogo com o regime, não participou.

Em Taez, ao sul da capital, milhares também pediram mudança de regime e a dispersão deixou oito feridos.

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