Senador americano John McCain visita reduto rebelde na Líbia

Defensor de intervenção militar no país, ex-candidato à presidência dos EUA diz que combatentes da oposição são "seus heróis"

iG São Paulo |

AFP
Senador americano John McCain visita Benghazi, na Líbia

O senador republicano e ex-candidato à presidência dos Estados Unidos John McCain desembarcou nesta sexta-feira em Benghazi, principal reduto da oposição na Líbia. Em declarações exibidas pela rede de TV árabe Al-Jazeera, McCain afirmou que os rebeldes que lutam contra o líder Muamar Kadadi são "seus heróis".

McCain foi um dos parlamentares americanos que defendeu uma intervenção  militar na Líbia. O senador disse que o objetivo da visita à Benghazi era "avaliar a situação em terra" e ter uma reunião com as lideranças rebeldes.

O senador é a maior autoridade americana a visitar o reduto rebelde na Líbia para apoiar as forças anti-Kadafi. No Congresso americano, ele criticou o governo de Barack Obama por ter passado o comando da operação militar internacional para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e defendeu que os EUA armassem os rebeldes líbios.

A visita de McCain acontece um dia depois de os Estados Unidos anunciarem o envio de aviões não-tripulados para a Líbia. O secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que as aeronaves Predator, armadas com mísseis, teriam condições de atingir alvos militares do regime líbio de forma mais eficaz. Gates negou que o envio dos aviões represente um aumento do envolvimento americano na Líbia.

O secretário de Defesa afirmou que a autorização para o uso dos aviões Predator já foi dada pelo presidente Barack Obama. "O presidente disse que, onde temos algumas capacidades únicas, ele está disposto a usá-las", disse Gates, em entrevista à imprensa. "E na verdade ele aprovou o uso de aviões Predator armados, e eu acho que hoje será a sua primeira missão", afirmou.

Aviões não-tripulados já são usados pelos Estados Unidos na fronteira do Afeganistão com o Paquistão. O secretário de Defesa disse que a decisão de usar os aviões na Líbia se deve "à situação humanitária" no país e dará "precisão" às ações americanas.

Segundo Gates, o envio dos aviões à Líbia representa uma "modesta contribuição" dos Estados Unidos aos esforços da comunidade internacional. O país participa dos esforços coordenados pela Otan em apoio aos rebeldes que lutam contra o regime do líder líbio, Muamar Kadafi.

A ação militar na Líbia foi autorizada no mês passado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de proteger os civis de ataques das forças leais a Kadafi. Os rebeldes controlam parte do leste do país, mas as forças de Kadafi dominam boa parte do oeste e a capital, Trípoli.

Com BBC e AP

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