Sarkozy diz que missão da Otan na Líbia se aproxima do fim

Aliança firmou 'acordo preliminar' que prevê fim da operação para 31 de outubro; anúncio definitivo será feito semana que vem

iG São Paulo |

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta sexta-feira que a morte do líder deposto da Líbia, Muamar Kadafi , aproxima do fim a operação militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país.

“Claramente a operação está chegando ao fim”, afirmou Sarkozy, acrescentando que a maneira como a campanha militar será encerrada terá de ser discutida “entre os aliados e com a participação do governo interino na Líbia”.

A Otan decidiu concluir sua operação militar na Líbia em 31 de outubro, anunciou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, um dia depois da morte de Kadafi.

AP
Restos de carros que faziam parte de comboio de partidários de Kadafi atingido por ataque da Otan em Sirte, na Líbia (20/10)

Após uma reunião com o Conselho de Embaixadores dos 28 países da organização em Bruxelas, a Otan chegou a um "acordo preliminar" para encerrar sua missão sete meses após seu início.

O anúncio definitivo, segundo Rasmussen, será feito no início da semana que vem, após manter consultas com as Nações Unidas e com o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio.

Rasmussen disse anteriormente que, com a morte de Kadafi, "esse momento (de encerramento da campanha militar) ficou muito mais próximo". Ele também afirmou que a missão na Líbia mostra que a Otan continua tendo um papel “indispensável” nos desafios relativos às questões de segurança.

Na quinta-feira, Sarkozy teve uma reunião por videoconferência com o presidente americano, Barack Obama, e com o premiê britânico, David Cameron.

Segundo um porta-voz do gabinete de Cameron, os líderes “discutiram a necessidade de manter a operação da Otan enquanto existir ameaça aos civis”.

A operação militar da Otan na Líbia começou em março. Desde então, foram realizados mais de 9,6 mil ataques aéreos que destruíram mais de mil tanques, veículos, depósitos de armas e centros de controle usados por Kadafi.

A aliança também participou da ofensiva em Sirte na quinta-feira que resultou na captura de Kadafi, cujas morte aconteceu em circunstâncias incertas .

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Otan afirmou ter atacado um comboio de aproximadamente 75 veículos armados que tentava deixar a cidade. Um veículo foi destruído e o comboio se dispersou.

Um outro jato da Otan atacou 20 veículos que seguiam em direção ao sul em alta velocidade, destruindo ou danificando cerca de 10 carros. “Depois fomos informados pela inteligência aliada e por outras fontes que Kadafi estava no comboio e que o ataque provavelmente contribuiu para sua captura”, diz o comunicado.

O fim violento de Kadafi na cidade onde nasceu, Sirte, representou a morte de um regime que comandou com mãos de ferro durante 42 anos e foi derrubado por um levante popular iniciado em fevereiro que se tornou uma sangrenta guerra civil.

Kadafi, foragido havia dois meses , foi o primeiro chefe de Estado deposto pelas revoltas da Primavera Árabe que acabou morto.

Com AP e Reuters

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