Rússia acusa Ocidente de ter postura 'imoral' em relação à Síria

Para chanceler, países deveriam condenar oposição, e não só do governo; segundo CNN, desertores matam 7 forças de segurança

iG São Paulo |

O ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, acusou o Ocidente de ter uma postura "imoral" em relação à Síria, afirmando que deveria não condenar apenas as forças de segurança do país árabe, mas a oposição  também. De acordo com ele, os grupos opositores tentam provocar uma "catástrofe humanitária" para conseguir ajuda externa.

AP
Imagem reproduzida de vídeo amador divulgado pela Rede Sham News mostra carros queimando depois de terem sido atacados por partidários de presidente em Homs, Síria
"Os que se negam a pressionar a parte extremista e armada da oposição são os mesmos que nos acusam de bloquear o trabalho no Conselho de Segurança da ONU. Considero que a posição é imoral", disse Lavrov.

No início de outubro, a Rússia e a China vetaram no principal órgão das Nações Unidas uma resolução ameaçando a Síria com sanções . Nesta terça, Lavrov defendeu um esboço de texto alternativo redigido pela Rússia e China que conclama as duas partes em conflito a se abster da violência.

As declarações foram feitas depois de a comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, ter dito ao Conselho de Segurança que o caso sírio deveria ser enviado ao Tribunal Penal Internacional pela repressão do regime contra o levante popular de nove meses.

De acordo com Navi, mais de 5 mil pessoas foram mortas desde março , dado rejeitado pelo embaixador síria na ONU, que o descreveu como "inconcebível".

Citando o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), a rede de TV CNN afirmou que desertores do Exército sírio mataram sete membros das forças de segurança em um ataque contra um comboio em resposta à morte de 11 civis em duas vilas da Província de Idlib, no noroeste do país.

"Onze morreram e dezenas ficaram feridos na manhã desta terça-feiras por disparos das forças de segurança e dos chabuha (milícias) nas localidades de Maarret Masrin e Kfar Yahmul", afirma um comunicado da ONG.

De acordo com os Comitês de Coordenação Local da Síria, só nesta terça-feira a repressão deixou um total de 30 mortos no país. As informações não podem ser verificadas de forma independente porque Damasco restringe o trabalho da imprensa estrangeira.

Previamente, o OSDH e a agência oficial Sana informaram que uma explosão foi registrada durante a noite em um gasoduto da região de Homs, no centro da Síria. "Em uma operação de sabotagem, um grupo terrorista armado explodiu um gasoduto perto da cidade de Rastan, em Homs, sem deixar vítimas", afirma uma nota da agência Sana.

O OSDH, que tem sede em Londres, afirmou que nem os revolucionários nem os desertores têm vínculo com a explosão, que aconteceu em um gasoduto entre as cidades de Talbisse e Rastan.

*Com BBC, EFE e AFP

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