Repressão na Síria deixa mais nove mortos, dizem ativistas

Presidente dos EUA Barack Obama emitiu um comunicado em conjunto com o rei Abdullah da Arábia Saudita pedindo o fim da repressão

BBC Brasil |

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Ativistas e organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que pelo menos nove pessoas foram mortas neste sábado na Síria, nos últimos episódios de violência envolvendo as forças de segurança do regime do presidente Bashar Al-Assad. Duas pessoas teriam morrido durante uma operação conduzida pelas forças de segurança na cidade costeira de Latakia, enquanto outras quatro teriam morrido vítimas de tortura na cidade de Homs, depois de serem detidas durante a semana.

Integrantes da oposição ao governo afirmam que tanques foram vistos neste sábado em um bairro de Latakia. Eles também dizem ter ouvido tiros na região. Em um último sinal de pressão externa sobre o regime de Damasco, a Organização da Cooperação Islâmica, entidade que reúne 57 Estados islâmicos, pediu que a Síria interrompa imediatamente o uso da força contra manifestantes civis.

Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu um comunicado em conjunto com o rei Abdullah da Arábia Saudita, pedindo o fim da repressão aos cidadãos sírios. Uma declaração divulgada pela Casa Branca afirma que os dois chefes de Estado expressaram "profunda preocupação" com a situação síria, durante uma conversa por telefone.

De acordo com o correspondente da BBC em Beirute (Líbano) Jim Muir, Latakia tem sido alvo das forças de segurança do governo sírio desde o início dos protestos contra o governo de Bashar Al-Assad, em março. No entanto, segundo o repórter da BBC, a repressão não havia, até agora, contido as manifestações.

Ativistas afirmam que o regime de Assad já deixou mais de 1,6 mil mortos devido à repressão aos protestos, que pedem reformas democráticas na Síria. Por sua vez, o governo diz que é vítima de "gangues de terroristas armados".

Sexta-feira
Nessa sexta-feira, depois das tradicionais orações, milhares de moradores da cidade tomaram as ruas do distrito de Raml . Muir afirma que, segundo ativistas, a região acabou sendo atacada por cerca de 2 mil homens, entre soldados, milicianos e homens da segurança, depois dos protestos. Testemunhas dizem que a área foi cercada e teve as comunicações cortadas. Depois disso, de acordo com os ativistas, foram registrados muitos tiros de pistolas e metralhadoras.

Outro distrito próximo também foi alvo das forças de segurança, segundo as testemunhas. O correspondente da BBC diz também que militares teriam feito missões de rastreamento em vilarejos próximos à fronteira com o Líbano. Além disso, nos subúrbios de Damasco e em outras cidades sírias, os funerais dos mortos pela repressão da sexta-feira foram realizados em clima de muita tensão.

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