Repressão na Síria deixa mais de 2,9 mil mortos, diz ONU

Forças de segurança perseguem desertores que se uniram aos protestos contra o regime, que começaram há sete meses

iG São Paulo |

AP
Imagem feita por celular mostra protesto antigoverno em Homs, na Síria (30/09)
O número de mortos nos sete meses de protestos antigoverno da Síria subiu para 2,9 mil, informou nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU). A estimativa anterior, divulgada em setembro, era de 2,7 mil mortos desde o início das manifestações contra o presidente Bashar Al-Assad, em março.

Segundo Rupert Colville, porta-voz da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, as vítimas podem aumentar porque o número de desaparecidos é “muito maior”.

O anúncio é feito um dia antes de o Conselho de Direitos Humanos da ONU examinar a situação dos direitos fundamentais na Síria como parte do Exame Periódico Universal (EPU), um procedimento ao qual todos os membros das Nações Unidas devem ser submetidos.

A comissão de investigação internacional independente responsável por investigar as violações dos direitos humanos na Síria, com mandato concedido pelo Conselho de Direitos Humanos em 23 de agosto, continua aguardando autorização para entrar no país.

Operação contra desertores

Nesta quinta-feira, forças de segurança da Síria invadiram vilarejos próximos à fronteira com a Turquia em uma operação contra desertores militares. Confrontos teriam deixado pelo menos sete mortos, segundo ativistas.

Os combates na região de Jabal al-Zawiya, onde desertores são mais ativos, são o mais recente sinal de que um crescente número de militares está passando a integrar o movimento contrário à Assad.

Os desertores estão armados com revólveres, metralhadoras e granadas, e também têm forte atuação na cidade de Homs.

Riad al-Assad, coronel da Força Aérea que coordena o grupo armado Free Syrian Army, disse à agência AP que o número de integrantes ultrapassa 10 mil – estimativa que não pôde ser verificada de forma independente.

O coronel espera que a adesão continue crescendo. “Faço um apelo para que todas as pessoas honradas do Exército sírio se juntem a nós, para que possamos libertar nosso país”, afirmou. “É o único modo de nos livrarmos desse regime assassino.”

Com AP, Reuters e AFP

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