Repressão a protestos matou 3,5 mil na Síria, diz ONU

Número inclui civis mortos desde que governo de Assad assinou acordo com a Liga Árabe no qual prometeu acabar com violência

EFE |

AP
Manifestantes protestam em Homs, na Síria (04/10)
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta terça-feira que a repressão aos protestos antiregime na Síria deixaram pelo menos 3,5 mil civis mortos desde que a onda de manifestações começou, há oito meses.

No último balanço, divulgado em 14 de outubro, a ONU estimava a morte de 3 mil civis .

A porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, disse que mais de 60 civis foram mortos pelas forças de segurança da Síria desde que o governo do presidente Bashar Al-Assad assinou, na semana passada, um acordo com a Liga Árabe no qual se comprometia a acabar com a violência.

De acordo com a ONU, os números são baseados em “fontes críveis” que estão no território sírio. Shamdasani acrescentou que a organização está “profundamente preocupada” com a violência, já que o governo continua usando tanques e armas para atacar algumas áreas.

Nesta terça-feira, forças de segurança mataram dois civis em um bairro de Homs, de acordo com ativistas.

A cidade, terceira maior da Síria, foi declarada “ zona de desastre ” pelo Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne grupos de oposição.

Na segunda-feira, o CNS pediu proteção internacional à população de Homs, dizendo que as forças de segurança realizam um “ataque brutal” e tentam “acabar com a determinação dos moradores que ousaram rejeitar a autoridade do regime”.

Em comunicado, o grupo pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização da Conferência Islâmica e as organizações internacionais árabes "atuem para conter o massacre, dando proteção aos civis".

Segundo o CNS, a operação militar impede a entrada de alimentos e medicamentos em Homs, assim como a movimentação dos moradores. “A população está sendo aterrorizada com todo tipo de arma”, afirmou um porta-voz, Hozan Ibrahim.

Com BBC, Reuters e AP

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