Repressão a manifestações deixa 18 mortos na Síria

Ação das forças militares já levou pelo 12 mil refugiados à Turquia. Opositores prometem nova ação para o dia 30 de junho

AFP |

Dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas na Síria na sexta-feira (24), contra a repressão comandada pelas forças militares aos protestos pró-democracia, que já duram 13 semanas e pedem a saída do presidente Bashar al-Assad. A ação comandada pelo governo deixou pelo menos 18 mortos em Damasco e em áreas próximas à capital.

Reuters
Protestos contra o governo prosseguiram na sexta-feira, apesar da repressão

Ao todo, seis pessoas morreram em Kesua, próximo à capital síria; cinco, em Barzé, bairro de Damasco; três, em Homs, região central; e quatro, em uma localidade situada próximo desta última; informaram o Observatório Sírio dos Direitos Humanos e vários ativistas.

Desde o dia 15 de março, quando surgiu um movimento de protesto contra o regime, 1.332 civis foram mortos, assim como 341 policiais e soldados, segundo um novo registro divulgado pelo Observatório em seu site. Mesmo com condenações internacionais, os organizadores da página do Facebook "The Syrian Revolution 2011", impulsionam nova onda da contestação. Para 30 de junho, foi convocado um "vulcão" em Alep, assim como chamam o novo "desafio".

Alep é segunda maior cidade do país, situada no norte, a 90 km da Turquia,  e é considerada um bastião do regime. Autoridades de Ancara - que recebeu quase 12.000 refugiados - temem uma catástrofe humanitária em caso de nova revolta.

De acordo com o Observatório, as forças de segurança detiveram entre 70 e 80 manifestantes em Mareh, próximo a Alep, depois de uma manifestação contra o regime feita à noite. No total, a ONG registrou cerca de cem detenções e indicou protestos noturnos em Deir Ezor (leste), Duma (próximo a Damasco), Khableh (noroeste) e Latakia (noroeste).

Reuters
Número de refugiados na Turquia ja se aproxima de 12 mil, informaram autoridades nesta sexta-feira

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