Regime sírio reage a fim do ultimato da Liga Árabe

De acordo com oposicionistas, ação provocou 24 mortes neste sábado

EFE |

O regime sírio respondeu com repressão intensa neste sábado o ultimato dado pela Liga Árabe, que exigia o fim da violência. Foram 24 mortes, conforme dados da oposição. A província mais atingida pela repressão do regime foi Homs (centro do país), o principal reduto dos insurgentes, com saldo de 10 mortos. Informações dos opositores Comitês de Coordenação Local indicaram que cinco dos óbitos nessa província ocorreram na cidade de Qasir.

Tropas sírias leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, atacaram ativistas opositores na cidade de Kafr Takharim, na província de Idleb (nordeste), que também registros grandes protestos. Em outra localidade em Hama (centro), mais três pessoas morreram em uma ação coordenada pelas forças sírias, operação que contou com dezenas de tanques e blindados.

A operação foi acompanhada pelo corte das comunicações e blecaute de energia elétrica, uma postura similar a que vem sendo adotada pelas tropas sírias, que vasculham as cidades à procura de opositores mais ativos e cortando suas possibilidades de comunicação com o exterior.

De forma similar, em outra cidade de Idleb, os Comitês denunciaram a presença de 3 mil militares que dispararam e bombardearam a cidade, após impedir as comunicações por telefone. As duas outras mortes foram em Deraa e Bukamal. Apesar da intensidade da repressão ter aumentado nos últimos dias, ainda há manifestações que diariamente enfrentam as forças do governo.

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, recebeu uma mensagem do ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al Moualem, incluindo uma série de emendas ao protocolo proposto pela organização referente aos trabalhos da missão de observadores. Uma fonte da Liga Árabe disse a Efe que o Governo sírio aceitou a presença de observadores da Liga Árabe, no entanto, a violência persiste na Síria.

De nada serviu a suspensão da participação na Liga Árabe, que entrou em vigor na quinta-feira e foi decidida há uma semana em reunião extraordinária dos ministros árabes no Cairo.

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