Rebeldes sírios pedem retirada de armas pesadas para cessar-fogo

Pela primeira vez, oposição ao governo diz que aceita proposta da ONU e Liga Árabe, mas afirma que governo tem de parar antes

Reuters |

Rebeldes sírios afirmaram que aceitam o cessar-fogo proposto pela Liga Árabe no país se o governo ordenar a retirada do exército com seus tanques, artilharia e armamento pesado. A informação foi dada neste sábado por um porta-voz do comando das tropas de libertação da Síria.

AP
Fumaça saindo de prédios de Homs, Síria no dia 29/3, apesar do cessar-fogo no dia 27

Na sexta-feira, o presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciou que iria aplicar o plano de paz proposto pelo emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan. Os rebeldes, que já estão há um ano em revolta contra a administração atual, isseram não acreditar que o governo irá cumprir a promessa, porém concordaram em fazer o mesmo caso ocorra. O posicionamento, feito pelo tenente-coronel Qassim Saad al-Din, foi o primeiro na direção de um acordo.

"Não podemos aceitar a presença de tanques e tropas em veículos entre a população. Não temos problema com o cessar-fogo. Assim que removerem seus veículos blindados, não iremos disparar um único tiro", disse Saad al-Din à Reuters por telefone, falando de Homs, cidade que tem sido o centro de rebelião contra Assad.

Annan já disse que o exército precisa dar o primeiro passo para se retirar de centros populosos, mas a Síria diz que as forças armadas devem ser permitidas para manter a ordem.

A resposta positiva à proposta da ONU e da Liga Árabe foi dada na terça-feira. A proposta prevê um cessar-fogo por parte das forças de segurança sírias, mas violentos confrontos continuam sendo registrados em várias áreas do país, principalmente na fronteira com o Líbano.

“O governo sírio escreveu ao enviado para aceitar seu plano de seis pontos, aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU", afirmou o porta-voz de Annan, Ahmad Fawzi, em comunicado. "Annan escreveu ao presidente Assad para pedir ao governo sírio a aplicação imediata de seus compromissos.”

 *com Reuters

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