Rebeldes líbios retomam controle de Ajdabiya

Forças pró-Kadafi encontravam-se no portão da cidade para impedir a passagem dos rebeldes

iG São Paulo |

Rebeldes líbios recuperaram, neste sábado, o controle da cidade Ajdabiya, situada a 160 quilômetros ao sul de Benghazi e considerada estratégica pela sua localização a leste do País e avançam em direção ao porto de Brega , enquanto pelo menos dois civis morreram em Misrata, informaram porta-vozes. O controle de foi retomado após ataques aéreos da ação militar contra o regime do líder líbio, Muamar Kadafi. As autoridades líbias admitiram a derrota em Ajdabiya após os bombardeios da coalizão internacional , segundo o canal Al Jazeera , que citou o vice-ministro de Relações Exteriores, Khaled Kaim.

Durante a madrugada, as forças da coalizão internacional bombardearam a entrada da cidade, tomadas pelas forças do líder líbio Kadafi. Os rebeldes, que precisaram evacuar a cidade após a contra-ofensiva das forças de Kadafi há oito dias, comemoraram na praça da cidade a retirada das tropas de Kadafi. A  expectativa é recurperar o controle de Misrata e Zintanonde, cidades em que continuam os choques, enquanto a calma se instalou em Benghazi.

Em Misrata a situação está supostamente estabilizada, embora as informações sejam confusas. Geriani afirmou que os revolucionários estão tentando obter o controle do centro da cidade e que as forças de Kadafi se encontram em uma das principais avenidas da região portuária. Anteriormente, outro porta-voz rebelde Abdelhamid Hoga tinha afirmado que a situação tinha melhorado em Misrata depois dos bombardeios de aviões da coalizão internacional.

Em declarações à imprensa em Benghazi, Hoga ressaltou que "a situação em Misrata está muito melhor depois que aviões da coalizão internacional bombardearam e destruíram vários veículos das forças de Kadafi". No entanto, Geriani disse que ele só tinha a informação de que houve bombardeios das forças internacionais na quinta-feira que, segundo ele, "poderiam ter assustado os partidários de Kadafi". O porta-voz acrescentou que há um navio com ajuda humanitária que saiu de Malta com destino a Misrata, mas não soube informar quando a embarcação deve chegar à cidade.

Quanto a Zintan, no oeste do país, "o panorama é mais complicado para as tropas de Kadafi". "Necessitam de ajuda para entrar em Zintan porque a cidade é montanhosa e tanques não bastam", explicou o representante dos rebeldes, acrescentando que combates são registrados nos arredores da cidade.

Os rebeldes revelaram nesta sexta-feira que, de acordo com seus cálculos, entre 8 mil e 10 mil pessoas poderiam ter morrido desde o início da revolta há cinco semanas na Líbia e não descartaram que esse número possa aumentar.

Enquanto isso em Benghazi, capital dos rebeldes da Líbia e palco da revolta, o clima é de tranquilidade. Centenas de pessoas se reuniram em uma praça no centro da cidade para agradecer ao apoio da coalizão internacional. Os manifestantes foram à praça com bandeiras da época da Monarquia. "Estamos muito contentes pela intervenção aérea internacional, mas os bombardeios contra as forças de Kadafi devem continuar em Misrata e Zintan", afirmou à EFE o professor de ginástica Fares al Sahen, de 27 anos, que participou do protesto acompanhado de seu sobrinho Nadi de 10 anos.

Além disso, Al Sahen revelou que foi à manifestação para homenagear os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, além do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, pela imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia. Embora a cidade não tenha retornado à normalidade, já que muitos estabelecimentos comerciais permanecem fechados, sistemas de comunicações falham e os protestos continuam, os bancos devem abrir neste sábado, após terem fechado na semana passada pelos enfrentamentos entre partidários e opositores de Kadafi em Benghazi.

(Com EFE e AE)

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