Rebeldes líbios combatem em redutos de forças leais a Kadafi

Intensos confrontos acontecem nas cidades de Sirte, Bani Walid e Sabha, ainda controladas por partidário do líder deposto

iG São Paulo |

Rebeldes líbios e forças leais ao coronel Muamar Kadafi travam intensas batalhas nesta segunda-feira nas cidades de Bani Walid, Sirte e Sabha, últimos redutos controlados por partidários do líder deposto.

Em Sirte, cidade natal de Kadafi, os rebeldes foram recebidos com tiros de metralhadora e morteiros. Segundo o Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político dos rebeldes), pelo menos 20 combatentes morreram e 31 ficarem feridos nos confrontos de domingo.

AP
Rebelde segura bandeira da Líbia pré-Kadafi na entrada de Bani Walid

Os combates duram vários dias porque as forças rebeldes são forçados a se retirar durante a noite. “Não podemos ficar porque os partidários de Kadafi cortaram a eletricidade e controlam a cidade", afirmou o rebelde Lotfi al-Amin. “Ficamos do lado de fora e (durante a manhã) pressionamos para entrar.”

Al-Amin afirmou que as forças pró-Kadafi cercaram famílias da cidade de Misrata que estavam vivendo em Sirte desde que a crise líbia começou e que não conseguiram fugir. Cinco meninos teriam sido mortos. “Primeiro precisamos tirar as famílias de lá, depois podemos usar todo o nosso poder de fogo”, disse o combatente rebelde.

Os confrontos também são violentos em Bani Walid nesta segunda-feira, após terem sido forçados a recuar durante o fim de semana. Um porta-voz do CNT, Abdallah Kenshil, afirmou que os rebeldes controlam 80% da cidade, mas a informação não pôde ser verificada de forma independente. O dirigente local do Conselho disse que a “libertação” da cidade será “solucionada nos próximos dias”.

Os rebeldes também afirmaram ter tomado o controle do aeroporto e de um forte de Sabha nesta segunda-feira. “Nossa bandeira está lá”, afirmou um porta-voz do CNT, Ahmed Bani.

Falta de consenso

A falta de consenso do CNT sobre a formação do novo governo interino, cujo anúncio estava previsto para este domingo, obrigou a autoridade rebelde a adiar a constituição oficial do novo Executivo.

Após intensas negociações em Bengazi, os rebeldes não alcançaram um acordo sobre o número de ministérios, afirmou à Agência Efe o porta-voz do centro de imprensa do CNT, Jalal al Galal. Também não houve consenso sobre o nome de alguns ministros, de acordo com o primeiro-ministro interino, Mahmoud Yibril.

Yibril acrescentou que mulheres e jovens devem estar representados na administração e no novo executivo interino, que deverá dirigir os assuntos do país durante os próximos oito meses até a realização de eleições.

No entanto, Yibril não deu uma data para o anúncio da lista ministerial e se limitou a dizer que esperava que os contatos terminassem o mais rápido possível.

Já al Galal afirmou que o anúncio não acontecerá até que o presidente do CNT, Mustafa Abdel Jalil, e o primeiro-ministro retornem da viagem que devem fazer aos EUA, para participar da Assembleia Geral da ONU.

Com Reuters, AP e AFP

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