Rebeldes afirmam que Itália fornecerá armas para combate na Líbia

Informação foi dada em entrevista coletiva neste sábado. Chancelaria italiana nega enviar armamento de combate aos rebeldes

iG São Paulo |

AP
O líder dos rebeldes Abdel-Hafidh Ghoga disse que espera receber o armamento em breve
O Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político da rebelião líbia, afirmou neste sábado que a Itália aceitou fornecer armas para os rebeldes que lutam contra o líder líbio Muamar Kadafi. Fontes do governo em Roma, entretanto, declararam que será enviado apenas "material de autodefesa" e negam que tenham aceitado o pedido para enviar armamento de combate.

O porta-voz dos rebeldes, Abdel-Hafidh Ghoga, disse em entrevista coletiva, neste sábado, que eles esperam receber o armamento em breve, embora ele não tenha uma data precisa para o recebimento."Eles vão nos fornecer armas e nós vamos recebê-las muito em breve", declarou Ghoga.

De acordo com ele, oficiais militares do conselho rebelde viajaram à Itália e chegaram a um acordo com autoridades para o fornecimento de armas, mas não deu detalhes sobre quais armas serão disponibilizadas. As autoridades afirmaram que não serão armas de assalto, mas não deram mais detalhes.

Se confirmado, isso faria da Itália o primeiro país europeu a fornecer armas aos rebeldes, pouco treinados e mal armados, que lideram a luta contra Kadafi desde o início da onda de protestos, em meados de fevereiro.

Ajuda

De acordo com informações da chacelaria italiana, o pedido foi negado. Em Roma, fontes do Ministério das Relações Exteriores afirmaram que a Itália concordou, entretanto, em enviar "material de autodefesa" para os rebeldes. A decisão foi tomada após os acordos alcançados em Doha no mês passado no âmbito da Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

Durante uma visita a Roma do presidente do NTC, Mahmud Jibril, no mês passado, o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, afirmou que a Itália estava pensando em enviar "equipamento de visão noturna, radares e tecnologia para bloquear as comunicações".

França, Grã-Bretanha e Itália enviaram, cada um deles, um pequeno número de conselheiros militares para Bengazi para ajudar a organizar a força rebelde.

A Itália afirmou no mês passado que gostaria que a comunidade internacional considerasse o armamento de rebeldes sob a Resolução 1973, que autorizou a utilização de todos os meios para defender os civis.
A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disseram acreditar que as resoluções da ONU sobre a Líbia permitem armar os rebeldes.

Com AFP e AP

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