Protesto na Jordânia deixa um morto e cerca de cem feridos

Segundo fontes médicas, uma pessoa morreu e 130 ficaram feridas na capital da Jordânia, Amã

BBC Brasil |

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A polícia usou canhões d'águia para dispersar os dois grupos Uma pessoa morreu e cerca de cem ficaram feridas nesta sexta-feira durante protestos contra o governo na capital da Jordânia, Amã. Os choques começaram quando um grupo de partidários do rei Abdullah começou a atirar pedras em manifestantes que pediam reformas políticas.

Reuters
Manifestante durante protesto pela ruas de Amã
O correspondente da BBC na cidade Dale Gavlak disse que, apesar de prometerem não responder a provocações, os manifestantes revidaram com pedradas quando começaram a ser atacados.

"Fizemos um juramento coletivo, todos nós, de que não permitiríamos que eles tomassem conta de nosso evento e que permaneceríamos pacíficos o quanto pudéssemos, mesmo que nos atirassem pedras", disse Yasser Shaheen, um dos manifestantes.

Forças de Segurança separaram os dois grupos usando bastões e canhões d'água.

O protesto foi organizado no site Facebook e reuniu estudantes, grupos de esquerda e membros da oposição islâmica.

Oposição
Os manifestantes pedem a saída do primeiro-ministro, Marouf Al-Bakhit, afirmando que o ritmo das reformas políticas no país é lento demais.

Eles defendem que o premiê seja eleito diretamente e que o Parlamento receba maiores poderes.

O rei Abdullah nomeou Bakhit no mês passado, após grandes protestos populares.

Em carta publicada em jornais do país na quarta-feira, o rei Abdullah pediu para que o premiê Bakhit introduza reformas parlamentares que o monarca propôs em fevereiro, após o primeiro-ministro anterior ter sido demitido.

Na época, a população realizou protestos pacíficos pedindo reformas políticas para combater os altos índices de desemprego e a inflação. 

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