Prisão provisória de Mubarak é prorrogada por 15 dias

Líder continua sendo interrogado em hospital de Sharm el-Sheikh, onde foi internado com problemas cardíacos

iG São Paulo |

A Procuradoria Geral do Egito decidiu nesta sexta-feira prolongar por mais 15 dias a prisão provisória à qual está submetido o ex-presidente Hosni Mubarak, informaram fontes oficiais. Ele é alvo de uma investigação sobre corrupção e violações dos direitos humanos por parte de seu governo, entre 1981 e 2011.

Divulgada pela agência oficial Mena, a ordem foi ditada pelo procurador-geral, Abdel Meguid Mahmoud, com o objetivo de dar continuidade aos interrogatórios de Mubarak, que está em um hospital de Sharm el-Sheikh desde 12 de abril, quando sofreu problemas cardíacos.

A primeira ordem de detenção foi decidida pela Procuradoria Geral do Egito em 13 de abril, e incluía Mubarak e seus dois filhos, Alaa e Gamal, que estão presos em um presídio em Tora, na periferia sul do Cairo.

Pelo comunicado oficial desta sexta-feira, funcionários da Procuradoria Geral afirmaram que estão em Sharm el-Sheikh para continuar o interrogatório com Mubarak. Na quinta-feira, o procurador-geral ordenou a designação de um médico legista para avaliar se o hospital da prisão de Tora é adequado para que o ex-líder cumpra sua detenção. O mesmo médico recebeu ordem de visitar Mubarak em Sharm el-Sheikh na próxima terça-feira para submetê-lo a novos exames médicos.

O ex-líder deixou o poder em 11 de fevereiro após um levante de 18 dias contra seu governo. O país vem sendo comandado por um conselho militar desde então. Dezenas de milhares de manifestantes vêm realizando protestos semanais na Praça Tahrir pedindo que o ex-presidente seja levado à Justiça.

Mubarak, sua esposa e seus filhos estão proibidos de deixar o Egito e os bens da família foram congelados, como parte das investigações. A morte de centenas de manifestantes durante os protestos que levaram à sua saída da Presidência também está sendo investigada.

Com AFP e EFE

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