Principal partido opositor jordaniano rejeita novo premiê

Frente de Ação Islâmica acusa Bakhit, nomeado na terça-feira por Rei Abdullah, de ter manipulado eleições de 2007

EFE |

A Frente de Ação Islâmica (FAI), principal partido da oposição na Jordânia, declarou nesta quarta-feira que o novo primeiro-ministro do país, Marouf al-Bakhit, não é a pessoa adequada para as reformas exigidas pela população.

"Achamos que ele não é o homem ideal para executar as reformas políticas necessárias", disse o chefe do Departamento Político do FAI, Zaki Bani Ersheid.

Na terça-feira, o até então primeiro-ministro jordaniano, Samir Rifai, apresentou sua renúncia ao monarca Abdullah 2º, que pediu a Bakhit para conduzir "reformas políticas reais e rápidas".

A renúncia aconteceu após a realização de protestos em várias partes da Jordânia pedindo ao monarca a destituição de Rifai.

Os milhares de jordanianos que saíram às ruas - inspirados pela queda do presidente da Tunísia e pelos tumultos no Egito - responsabilizavam Rifai pelo crescimento nos preços dos combustíveis e alimentos e pela desaceleração das reformas políticas.

"A principal razão de nossa oposição ao primeiro-ministro Bakhit é o fato de que seu governo foi responsável pela manipulação das eleições de 2007", disse Ersheid.

Bakhit formou seu primeiro governo em novembro de 2005 e foi substituído pelo monarca dois anos depois.

A FAI e o movimento Irmandade Muçulmana acusaram o Bakhit de fraude nas eleições de 2007 com o objetivo de reduzir sua influência no parlamento e nas ruas. Naquela votação, o número de deputados da FAI passou de 17 para seis.

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