Presidente russo promete colaborar com ONU na Síria

Medvedev teve encontro com o enviado Kofi Annan e disse que sua missão é a última chance de evitar guerra civil

iG São Paulo |

O presidente russo Dimitri Medvedev afirmou neste domingo que a missão de Kofi Annan é "talvez a última chance" de evitar uma "guerra civil prolongada" na Síria e que a Rússia concederá toda a ajuda possível. O enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria e o chefe de Estado da Rússia tiveram encontro neste domingo.

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"Vamos dar toda a ajuda, a todos os níveis e em todas as direções, onde a Rússia tiver possibilidade", disse Medvedev, que viajará a Seul para participar em uma reunião de cúpula sobre a segurança nuclear.

Segundo uma tradução do russo de suas declarações, Kofin Annan afirmou contar com o apoio russo.

"Como sempre, contamos verdadeiramente com o fato de que poderemos nos apoiar na ajuda e nos bons conselhos da Rússia", afirmou, segundo as agências russas.

Rússia e China vetaram duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU que condenavam a repressão na Síria, por considerarem que os países ocidentais atribuíam a responsabilidade da crise apenas ao regime sírio, apesar da existência de extremistas entre os insurgentes.

Finalmente, na quarta-feira, Moscou e Pequim aprovaram uma declaração do Conselho de Segurança que apoia a mediação de Kofi Annan para terminar com a violência e pede à Síria a aplicação de suas propostas de solução.

O plano de Annan pede o fim de todas as formas de violência a todas as partes, sob a supervisão da ONU, assim como a entrega de ajuda humanitária e a libertação das pessoas detidas de maneira arbitrária.

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O ex-secretário-geral das Nações Unidas está em Moscou e na terça-feira viajará a Pequim para determinar a disposição dos dois países a pressionar o presidente Bashar al-Assad para obter o fim do conflito, iniciado ano passado e que já matou mais de 9.000 pessoas.

Neste domingo, o presidente americano Barack Obama e o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan se encontraram em Seul e concordaram em fornecer uma ajuda "não militar" aos rebeldes sírios, incluindo equipamentos de comunicação e médicos.

EFE
Enviado da ONU à Síria Fofi Anan e presidente russo Dimitri Medvedev se encontraram em Moscou

Violência
Neste sábado, novos confrontos entre forças do governo e rebeldes causaram a morte de 24 civis na Síria, de acordo com informações de ativistas. O grupo baseado em Londres Observatório dos Direitos Humanos afirmou que além dos 24 civis mortos neste sábado, outros 15 soldados e dois rebeldes também foram mortos.

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Dez destas mortes ocorreram em Homs, a cidade que é considerada o centro da revolta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Soldados do governo, com o apoio de 26 tanques, também atacaram a cidade de Saraqeb , na província de Iblib, perto da Turquia.

*Com EFE, AFP e BBC

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