Presidente do Iêmen diz que não cederá à 'anarquia'

Ali Abdullah Saleh oferece 'reformas' e 'diálogo', mas manifestantes continuam nas ruas exigindo sua renúncia

iG São Paulo |

AP
Manifestantes antigoverno protestam em frente à Universidade de Sanaa, no Iêmen

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, afirmou nesta segunda-feira que os manifestantes que exigem sua renúncia não poderão obter seu objetivo por meio da "anarquia e do assassinato". "Se querem o poder devem alcançá-lo pelas urnas", disse Saleh, há 32 anos no cargo, numa entrevista coletiva na capital, Sanaa. Pelo menos 12 pessoas morreram em protestos desde quinta-feira no país.

"Sim às reformas", disse ele aos jornalistas. "Não aos golpes e a tomar o poder por meio da anarquia e do assassinato. Vocês querem que o regime vá embora - então venham e se livrem dele por meio das urnas."

Saleh prometeu realizar reformas nas leis eleitorais e deixar o cargo em 2013, mas uma oferta de diálogo feita por ele foi rejeitada pelos partidos da oposição, que alegam não haver condições de negociar enquanto o governo usar a força contra os manifestantes.

As ofertas de Saleh não foram suficientes para conter os protestos. Nesta segunda-feira, novas manifestações acontecem em frente à Universidade de Sanaa. Milhares também saíram às ruas nas cidade de Taiz e Áden, onde houve confrontos entre manifestantes e policiais.

Manifestações pró-democracia vêm se espalhando por diversos países árabes e muçulmanos. Eles tiveram início na Tunísia em dezembro passado e provocaram a deposição do então presidente do país, Zine al-Abidine Ben Ali, no final de janeiro. Em fevereiro, uma série de manifestações provocou a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak.

Nos últimos dias, também ocorreram protestos em países como Líbia Bahrein, Argélia, Marrocos e Jordânia.

Com BBC, AP e Reuters

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