Perdão não inclui envolvidos em atentados contra o Palácio Presidencial, no qual Ali Abdullah Salehfoi gravemente ferido

Presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh (d), durante encontro da Comitê Central do Partido do Congresso Popular Geral (PCPG)
Reuters
Presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh (d), durante encontro da Comitê Central do Partido do Congresso Popular Geral (PCPG)
O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, decretou neste domingo (27) anistia geral para os que cometeram "loucuras durante a crise", em referência à revolta contra seu regime, iniciada no final do janeiro. O perdão, divulgado pela agência oficial de notícias iemenita "Saba", exclui os envolvidos em crimes e no atentado contra o Palácio Presidencial de Sana, no qual Saleh foi gravemente ferido , em junho.

A decisão foi anunciada em reunião do Comitê Central do Partido do Congresso Popular Geral (PCPG), organizada pouco depois da volta de Saleh de Riad, onde assinou o plano do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG).

Na reunião, foi debatida a evolução dos eventos no Iêmen depois da formalização do acordo que estipulou sua saída do poder . Saleh pediu a seus seguidores e aos membros do PCPG que respeitem esse "pacto histórico" porque ele "pode terminar com a crise e evitar suas consequências".

O governante também pediu aos seus correligionários que "se solidarizem para enfrentar os inimigos da pátria e de sua unidade, segurança e estabilidade". Na quarta-feira, Saleh assinou a iniciativa na Arábia Saudita ao lado de líderes da oposição, em resposta aos protestos que explodiram em 27 de janeiro e que exigiam sua renúncia após 33 anos no poder.

O plano fixa que o vice-presidente Abdo Rabu Mansur Hadi dirigirá durante dois anos o processo transitório ao longo do qual será elaborada uma nova Constituição, preparado as eleições gerais e escolhido tanto um novo Parlamento como um novo presidente.

No sábado, Hadi convocou eleições presidenciais para 21 de fevereiro de 2012 , conforme estipulado no plano.

A assinatura da iniciativa não representou, no entanto, o fim da violência e dos protestos no país, já que os manifestantes voltaram a sair às ruas em rejeição às garantias de imunidade que o plano do CCG concede a Saleh e a seus colaboradores.

O Iêmen, o país mais pobre da península Arábica, vive uma situação de crise e de revolta popular contra o regime de Saleh, que exerceu o poder desde a unificação entre o norte e o sul em 1990, apesar de ser governante do Iêmen do Norte desde 1978.

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