Partidos de oposição permanecem céticos após decreto de Ali Abdullah Saleh, no poder desde 1978

Ali Abdullah Saleh durante pronunciamento em maio de 2011
AFP
Ali Abdullah Saleh durante pronunciamento em maio de 2011
O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, delegou nesta segunda-feira a seu vice-presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, o poder para negociar com a oposição a transferência pacífica do poder no país.

Em um decreto presidencial divulgado pela agência oficial iemenita Saba, Saleh outorgou ao seu vice a "autoridade constitucional para conduzir um diálogo com os signatários da iniciativa feita pelos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)".

Saleh, que está na Arábia Saudita desde junho, quando sofreu ferimentos graves após um ataque ao seu palácio, agiu, segundo ele, para obter uma solução para a atual crise polícia e para "preservar a unidade, segurança e estabilidade do Iêmen".

Essa declaração representa um primeiro passo na transferência do poder no Iêmen, onde os protestos da oposição para pedir a saída de Saleh começaram no final de janeiro.

A proposta do CCG, que Saleh havia se negado a assinar em três ocasiões, prevê que o presidente, no poder desde 1978, renuncie um mês depois de sua assinatura, em troca de imunidade para ele e seus assessores. A manobra, no entanto, não foi bem-vinda pelos partidos de oposição, informou a CNN.

Mohammed Qahtan, porta-voz do grupo de coalizão opositor, pediu aos jovens não consentir com as táticas do regime, que, segundo ele, foram feitas para enfraquecê-los. "Qualquer pedido de diálogo antes que Saleh assine a proposta do CCG vem em um esforço do regime de manter Saleh por mais tempo no poder", garantiu. Qahtan acrescentou que a revolução no Iêmen deve continuar.

* Com AP e EFE

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