Pequim envia avião à Líbia para repatriar cidadãos chineses

Mais de mil operários chineses esperam poder voltar ao país, afirmou um porta-voz

EFE |

Um avião especialmente fretado pela Air China deixou Pequim nesta quarta-feira para repatriar trabalhadores chineses da Líbia depois de o presidente do país, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, terem ordenado que não fossem poupados esforços para proteger a vida e as propriedades dos chineses na Líbia.

O avião fará uma escala em Atenas enquanto aguarda liberação para aterrissar em Trípoli, informou a agência "Xinhua", que destacou que também está previsto o envio de navios chineses que se encontram na zona para contribuir com a operação.

Segundo o diário "Xin Beijing", 83 operários de uma construtora chinesa que trabalhavam em Tobruk, perto da fronteira com o Egito, já aguardam em lugar seguro os ônibus enviados pela embaixada chinesa no Cairo para levá-los a Alexandria no aguardo da repatriação.

O Conselho de Estado (Executivo) chinês organizou uma comissão de crise dirigida pelo vice-presidente Zhang Dejiang para organizar a evacuação (também dos taiuaneses que desejarem) por avião, estrada e navios chineses.

Vários operários chineses fugiram por terra tentando atravessar a fronteira da Líbia com o Egito, enquanto as embaixadas chinesas nos dois países coordenam esforços para acelerar os trâmites de repatriação.

Mais de 1 mil operários chineses da construtora chinesa Ningbo Huafeng Construction Group, envolvida em várias obras na Líbia, esperam poder voltar à China depois de serem obrigados a deixar os dormitórios que ocupavam no maior canteiro de obras da empresa em Ajdabiya, afirmou um porta-voz à Agência Efe.

Na terça-feira, Pequim evitou condenar os ataques aéreos contra manifestantes na Líbia, limitando-se a expressar sua preocupação pela situação social e a segurança dos emigrantes chineses no país africano.

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