Pentágono aproxima forças aéreas e navais da Líbia

Medida é anunciada depois de secretária de Estado americana afirmar que nenhuma opção está descartada contra Kadafi

iG São Paulo |

Em mais uma medida de pressão contra o governo de Muamar Kadafi, o Pentágono anunciou nesta segunda-feira que está enviando algumas forças militares para a região perto da Líbia, para o caso de elas serem necessárias - mas não explicou qual poderia ser essa necessidade.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, coronel Dave Lapan, disse que os estrategistas estão trabalhando em várias opções e em planos de contingência enquanto a violência voltada para a deposição do governo continua no país do norte da África . Segundo Lapan, como parte do plano, o Pentágono está repondo algumas forças navais e aéreas.

Os EUA têm uma presença militar regular no Mar Mediterrâneo e, mas ao sul, têm dois porta-aviões na área do Golfo Pérsico. A sede da Sexta Frota da Marinha fica no Bahrein.

AFP
Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, é vista em tela de TV durante discurso na 16ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU
O anúncio do Pentágono foi feito depois de a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmar que " todas as opções estão sobre a mesa " para interromper a violenta repressão na Líbia.

"Continuaremos explorando todas as opções possíveis de ação (para pressionar o regime a frear a violência). Como já dissemos, nada está fora de cogitação enquanto o governo líbio continuar ameaçando e matando cidadãos", afirmou Hillary, ao discursar perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em que pediu aos países para que aprovem medidas que se somem às que já receberam sinal verde do Conselho de Segurança, como o embargo de armas e o congelamento dos bens do dirigente líbio .

"Trabalhamos com a ONU, a Cruz Vermelha e outras organizações para buscar uma solução humanitária para a crise líbia, mas ao mesmo tempo seguimos explorando outras ações", indicou. Apesar da declaração, porém, muitos analistas dizem ser muito improvável que os EUA lancem uma invasão terrestre ou ataques aéreos por causa da situação volátil no país norte-africano.

A secretária de Estado americana também pediu nesta segunda-feira que Kadafi renuncie imediatamente e ponha fim à violência contra oposicionistas no país. "O povo da Líbia deixou claro: é chegada a hora de Kadafi sair. Agora. Sem mais violência", afirmou.

A secretária de Estado disse que a democracia trará mais estabilidade à região. "Sem passos concretos para governos representativos e transparentes e para economias abertas, o abismo entre as pessoas e seus líderes só vai aumentar, e a instabilidade se aprofundará ", disse.

Mercenários

Hillary acusou Kadafi e seus partidários de usar "mercenários e criminosos" para atacar civis desarmados e de executar soldados que se recusam a apontar armas para os cidadãos. "Kadafi e os que estão ao lado dele devem ser considerados responsáveis por esses atos, que violam as obrigações legais internacionais", disse.

A secretária de Estado disse que os princípios de democracia e liberdade "não são somente ocidentais e sim universais", e os EUA "estão prontos para ajudar em uma transição para a democracia, incluindo com auxílio financeiro".

"As pessoas da Líbia escreveram seu destino. Elas estão enfrentando as balas do ditador para conseguir desfrutar da liberdade, que é direito de todo homem, mulher e criança", disse.

Também nesta segunda-feira, a União Europeia impôs sanções incluindo um embargo de armas, congelamento de bens e proibição de viagens a autoridades líbias, incluindo o coronel Kadafi.

*Com AP, EFE, Reuters e BBC

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